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03/07/2015 - UOL Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Criminoso brasileiro de 20 anos ostenta dinheiro obtido com roubo virtual

Criador de trojans bancários, jovem de 20 anos ostenta dinheiro obtido com cibercrime em sua página do Facebook; jovem começou a desenvolver pragas em 2013.

Um estudante de ciência da computação que vive no Tocantins é um dos principais vendedores de solução para roubo virtual a bancos do país, segundo um levantamento da empresa de segurança da informação Trend Micro. O jovem de 20 anos é conhecido na rede como "Lordfenix" ou "Filho de Hakcer" (SIC) e posta fotos em seu Facebook do dinheiro obtido com o cibercrime.

De acordo com a empresa, "Lordfenix" atua desde 2013 e ele desenvolveu um trojan bancário chamado "TSPY_BANKER".

Ao acessar a página de um banco pelo Google Chrome, o computador infectado com o trojan mostra uma mensagem de erro e, automaticamente, abre uma nova janela do navegador com a página da instituição financeira aberta. "Todo o processo é quase imperceptível, pois a abertura dessa nova página é muito rápida", diz a TrendMicro em seu blog.

A praga também funciona no Internet Explorer e no Mozilla Firefox. Porém, não há "substituição" de página. É aberta uma nova com a página do banco. As instituições mais atacadas por essa esse vírus são o Banco do Brasil, Caixa Econômica e o HSBC.

Caso o usuário coloque seus dados bancários na página falsa que foi aberta, o trojan envia as informações ao cibercriminoso por e-mail.

O vírus criado pelo jovem desativa o processo "GbpSV.exe", que é usado por bancos para fornecer um nível de segurança extra aos usuários.

Atuante no desenvolvimento de vírus desde 2013, em média o jovem vende suas soluções por US$ 300 (cerca de R$ 1.000). Nesses últimos dois anos, desenvolveu mais de cem diferentes variações da praga.

Como em outro caso descoberto pela Trend Micro em abril deste ano, o jovem é o criador da praga e também o responsável pela distribuição. De acordo com a empresa, esse modelo de negócio tem sido mais promissor aos atacantes, pois elimina intermediários do processo.

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