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08/12/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Iacanga tem derrame de moedas falsas

Por: Ricardo Santana


Iacanga - Nos últimos meses, um derrame de moedas falsas tomou conta da comércio de Iacanga (50 quilômetros de Bauru). Não há denúncias formais na polícia e ninguém sabe como elas passaram a circular. No entanto, encontrá-las aos montes é fácil. O JC apurou, ontem, que as mais comuns são as de R$ 1,00. No entanto, as de R$ 0,50 também estão na praça e há até falsificação da moeda de R$ 0,25.

A circulação tornou-se normal porque ninguém recusa e o dinheiro falso passa de mão em mão sem chamar a atenção. No entanto, um dono de supermercado desconfiou quando um desconhecido na cidade propôs a troca de R$ 70,00 em moedas. Outro problema é que os comerciantes alegam que se levarem as moedas ao banco não há ressarcimento. Portanto, o jeito encontrado é deixar circular.

Um dono de bar explica que a única forma de se precaver contra as falsas é utilizar o imã. Um dos truques incorporados pelos comerciantes é tentar “pescar” a moeda. A que não for atraída pelo magnetismo é falsificada. Porém, com tantas moedas falsas circulando no comércio, parte dos comerciantes bate o olho e já reconhece as falsas. Além do imã, os pessoal da cidade diz que a de R$ 1,00 falsa pesa menos do que a autêntica. Até pelas cores há quem consiga diferenciá-las.

A proprietária de um supermercado dá a receita contra as falsas: “Dá para reconhecer pelo peso, cor e porque não magnetiza”.

Ela considera que não é simples recusar as falsas. Anteontem, trocou R$ 300,00 em moedas de todos os valores por cédulas. O dinheiro veio de uma sorveteria conhecida. “Se tinha falsa, passou”, conforma-se.

Troco

A postura despreocupada da comerciante se baseia na necessidade. O supermercado precisa de moedas para devolução de troco para os clientes. Esse movimento na loja é constante e a dinâmica do atendimento nos caixas exige atenção para a conta de recebimento e devolução de troco. Daí que a conferência da autenticidade da moeda é coisa secundária, principalmente se tiver fila no supermercado. A proprietária lembra que, quem apresenta a moeda falsa não seria o falsificador, o que também motiva a não se recusar o dinheiro.

A circulação das moedas falsificadas tomou toda a cidade. Uma loja do tipo “tem tudo”, nas imediações da rodoviária, também já recebeu moedas falsas. A proprietária diz que o marido usa o fecho de capa da celular, do modelo magnetizado, para conferir se não está recebendo “gato por lebre”.

Alguns comerciantes preferiram não comentar e até negaram o recebimento. Porém, a reportagem confirmou que as falsas chegaram em suas mãos. O temor é natural porque comete crime quem sabe que a moeda é falsa mas mesmo assim repassa o dinheiro. Consultamos um funcionário de banco estatal que não quis comentar o assunto. “Não tenho conhecimento”, desconversou.

Qualidade

Um dono de bar localizado na principal rua de comércio de Iacanga conta que já chegou a receber moedas de R$ 0,25 que descascam, o que indica sua falsidade. A contraprova do imã com as de R$ 0,50 e de R$ 0,25 não funciona. A prova da magnetização funciona apenas com as de R$ 1,00.

Crime

O delegado federal, José Fernado do Amaral Júnior, da Delegacia da PF em Bauru, comenta que a falsificação de moeda é um fato raro. Para ser lucrativo, a confecção tem que se utilizar de um metal barato, como o alumínio. A diferença, segundo Amaral Júnior, é que as moedas verdadeiras são mais pesadas que as falsas produzidas com alumínio. Ele alerta que também é crime recolocar em circulação moeda falsificada, como prevê o parágrafo segundo do artigo 289 do Código Penal.

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