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24/02/2014 - JB Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

RS: três investigados por fraude milionária pagam fiança


Três acusados de integrar a quadrilha suspeita de cometer uma fraude de mais de R$ 100 milhões no Rio Grande do Sul pagaram a fiança nesta segunda-feira. Segundo a 3ª Vara Criminal do Fórum de Passo Fundo, no norte do Estado, a Justiça substituiu o pedido de prisão preventiva do trio pelo pagamento da fiança, e o prazo para pagar o valor expirava hoje.

O único dos cinco suspeitos que teve a prisão decretada foi o advogado Mauricio Dal Agnol, apontado como líder do esquema. Ele está nos Estados Unidos e já é procurado pela Interpol.

A mulher de Mauricio, Márcia Dal Agnol, que está fora do País também, depositou R$ 724 mil de fiança. Vilson Bellé e Celi Acenira Lemos pagaram R$ 144 mil cada um. O quinto investigado, Pablo Geovani Cervi, pediu para a Justiça para substituir a fiança, mas a magistrada que julgou o caso deferiu apenas a prorrogação do prazo para pagar o valor.

Segundo denúncia do Ministério Público, Dal Agnol teria se apropriado de R$ 1,6 milhão proveniente de indenizações de clientes em processos judiciais. Se há 15 anos o advogado possuía patrimônio modesto, hoje é proprietário de centenas de imóveis, avião a jato, automóveis de luxo e milhões de reais em contas bancárias. A Polícia Federal estima que a quadrilha, formada principalmente por advogados e contadores, tenha lesado mais de 30 mil pessoas no Rio Grande do Sul.

A investigação da PF, denominada de Operação Carmelina, teve início há dois anos por representação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público Federal (MPF). Foi apurado que uma renomada banca de advogados, com sede principal em Passo Fundo, captava clientes e ajuizava ações contra uma empresa de telefonia. As ações eram julgadas procedentes e o valor recebido não era repassado aos clientes, ou era pago em quantia muito inferior à que havia sido estipulada na ação.

A Operação Carmelina recebeu este nome em homenagem a uma das vítimas do grupo, uma idosa que faleceu em decorrência de um câncer. Segundo a PF, ela poderia ter um tratamento mais adequado se tivesse recebido a quantia aproximada de R$ 100 mil a que teria direito - valor que os criminosos nunca lhe repassaram.

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