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07/12/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia descobre esquema de falsificação e venda clandestina de remédios em Itápolis

Por: João Sorima Neto


SÃO PAULO - A Polícia Civil de Itápolis, a 357 km de São Paulo, prendeu três pessoas envolvidas num esquema de distribuição clandestina de medicamentos e falsificação de antibióticos da Fundação Para o Remédio Popular (Furp), o laboratório farmacêutico oficial do estado de São Paulo e maior fabricante público de medicamentos do Brasil. Segundo o delegado Luís Carlos Agudo, da delegacia de Itápolis, no depósito da distribuidora também foram encontrados cerca de 1.000 unidades de psicotrópicos, como antidepressivos e calmantes, que eram vendidos com receitas falsas pelo trio. Por causa dos psicotrópicos, os comerciantes foram indiciados por tráfico de drogas, além de falsificação de medicamentos e receptação. Em caso de condenação, eles podem pegar penas de até 15 anos de prisão.

Os comerciantes presos em flagrante são Roberta Adriana Loçavaro, de 30 anos; o irmão dela Antenor Loçavaro, de 37, e o marido dela, Dráusio Antonio Paula, de 40. De acordo com a polícia, Dráusio era o chefe do esquema e registrou a distribuidora em nome da mulher e do cunhado. Com Dráusio, a polícia encontrou um receituário em branco da Prefeitura de Pitangueiras com o carimbo do médico Adenis Oliveira, CRM 66533, além de guias dos psicotrópicos assinadas pelo médico. Segundo a polícia, estes documentos eram usados para a venda ilegal dos medicamentos.

O delegado Luís Carlos Agudo chegou até a distribuidora através de uma denúncia anônima. Ele checou junto à Vigilância Sanitária se a distribuidora tinha autorização para a venda dos medicamentos. Como a resposta foi negativa, os policiais foram até os dois endereços da empresa. Um deles, era usado como depósito. Lá, os policiais encontraram 60 itens estocados, como material hospitalar e odontológico avaliados em R$ 120 mil. Segundo o delegado, os medicamentos estocados encheram um caminhão.

O destino de parte desses medicamentos era a falsificação. Em uma sala nos fundos do imóvel, foram encontradas dezenas de antibióticos da Furp dentro de um balde com água para amolecer o rótulo que depois era removido com palha de aço. Na seqüência o remédio recebia adesivos de vários laboratórios e depois era comercializado. Segundo a polícia, os medicamentos da Furp vinham de prefeituras da região. Havia várias caixas lacradas que, segundo o delegado, eram trocadas com as prefeituras por medicamentos em falta.

- Os criminosos recebiam antibióticos da Furp e forneciam remédios que estavam em falta nas Prefeituras. Depois esse antibiótico tinha o rótulo retirado, recebia um novo rótulo de um laboratório e era vendido - contou o delegado.

Uma caixa com cerca de 1.000 rótulos falsificados foi encontrada no depósito. A polícia vai investigar a participação de funcionários das prefeituras de Pitangueiras, Igaraçu do Tietê e de cidades de Minas Gerais no esquema. Existe a suspeita de que a distribuidora também esteja envolvida em fraude de licitações para a compra de remédios feitas por essas prefeituras. Segundo o delegado, 99% dos remédios comercializados pela distribuidora tinham como destino prefeituras da região.

- Encontramos na distribuidora três talões com nomes de empresas diferentes. Com esses documentos, eles podiam fazer três propostas diferentes nas licitações - diz o delegado.

Os policiais apreenderam ainda disquetes e pastas com a documentação de cidades das regiões de Bauru e São José do Rio Preto e do município de Carneirinhos, Minas Gerais.

A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde informou que as prefeituras precisam prestar contas sobre o recebimento de medicamentos distribuídos pela Fundação Para o Remédio Popular (Furp).

Os presos foram transferidos para um Centro de Detenção Provisória de Araraquera e, segundo a polícia, não ofereceram resistência durante a prisão. Os medicamentos apreendidos devem passar por perícia e depois devem ser encaminhados para a Vigilância Sanitária.

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Comentários


Autor e data do comentário: Rafael Silva - 09/11/2009 00:32

Simplesmente liberem eles )



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