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17/02/2014 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Homem possui 125 RGs para aplicar golpes de mentira e desvendar fraudes

Perito criminal desvenda fraudes e fragilidades do sistema de identificação. 'Sugiro que Fique Ligado' é um dos nomes utilizados por Arnaldo Ferreira.

Com o objetivo de aplicar golpes de mentira, um mesmo homem já criou 125 identidades diferentes. Após a repercussão do caso Pizzolato, que foi condenado pelo processo do Mensalão e que conseguiu se passar pelo irmão morto há anos, o programa Estúdio Santa Catarina de domingo (16) mostrou a história de um perito criminal que já se passou por várias pessoas diferentes e mostra a facilidade de se fraudar documentos. "Sugiro que Fique Ligado", por exemplo, está entre os nomes já utilizados pelo perito que ganha a vida desvendando fraudes.

No intuito de desmascarar um farsante, o perito Arnaldo Ferreira tentar pensar como um e, para isso, possui mais de cem identidades. "Eu costumo dizer que eu sou pago pra pensar como pensa o malandro", diz Ferreira. Segundo o perito criminal, é fácil fraudar o sistema de identificação brasileiro e suas 125 identidades comprovam tal fragilidade.

A pedido de empresas e instituições financeiras, ele aplica golpes de mentira com fins didáticos para apontar e alertar sobre possíveis goles e falhas existentes no processo de identificação. Ferreira conta que já comprou diversas mercadorias se passando por pessoas diferentes. "Já comprei carro, já comprei mercadorias diversas em estabelecimentos, já comprei moto inclusive com documentação falsa. Insisto: tudo isso autorizado pelo interessado, cujo objetivo é mostrar a fragilidade", explica o perito criminal.

As fotos utilizadas nos documentos de identificação são sempre de Arnaldo, mas os nomes nunca se repetem e alguns parecem piada. Em um dos documentos o perito se chama "Sugiro que Fique Ligado". E ele afirma que conseguiu aplicar golpes usando esse nome.

Em outro RG a foto de Ferreira vem acompanhada de um nome de mulher: Viviane. De acordo com o perito, o vendedor da loja nem desconfiou do documento. "A pessoa olhou pra foto, olhou pra mim, confirmou e não deu muita importância. Na verdade é o visual, foi só no visual", explica o perito.

Crime

Falsificar documentos públicos é crime, sujeito a multa e pena de dois a seis anos de prisão e cada estado é responsável por produzir as carteiras de identidade de seus moradores. O problema é que esses bancos de dados, onde ficam armazenadas as impressões digitais, não se comunicam entre si, o que abre caminho para as fraudes. Com isso, um golpista pode ter até 27 identidades com números e nomes diferentes no Brasil, uma feita em cada estado. Para Arnaldo é cada vez mais fácil falsificar documentos. "Em alguns grandes centros do Brasil você compra, literalmente compra, o chamado kit fraude. Já sai de lá com carteira de identidade e CPF", conta.

Em Santa Catarina, o Instituto Geral de Perícias (IGP) é responsável pela confecção dos RGs. Os computadores do instituto analisam e alertam quando uma pessoa tenta se passar por outra. Mas, Rodrigo Tasso, diretor geral do IGP catarinense, explica que caso o golpista tenha sido registrado em outro estado, o sistema não consegue acessar o arquivo para fazer a comparação. "Ou seja, não há um confronto, um confronto de banco de dados a nível nacional", diz o diretor.

Uma solução seria a criação de um só sistema para todo Brasil. Em 2010 o Governo Federal chegou a lançar um projeto com esses moldes: o registro de identidade civil, um único cartão que substituiria todos os outros documentos. Entretanto, o projeto foi suspenso, sem data pra ser retomado.

"Seria muito bom pra todos os órgãos de segurança, também para o comércio, para as atividades relacionadas a atividades econômicas, pois daria mais garantia de que aquele documento está realmente expressando a verdade dos dados ali contidos", afirma Rodrigo Tasso.

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