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19/02/2014 - TN Online / Folhapress Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presidente destitui cúpula militar após escândalo de corrupção


SÃO PAULO, SP, 19 de fevereiro (Folhapress) - O governo da Colômbia destituiu ontem o comandante das Forças Armadas, o general Leonardo Barrero, depois da divulgação de uma gravação em que ele usou termos desrespeitosos para se referir ao Ministério Público, que investiga vários oficiais acusados de violações dos direitos humanos.
"Considerei adequado e necessário fazer uma mudança na cúpula militar", disse o presidente, Juan Manuel Santos, em um evento do governo na cidade de Sincelejo, no norte do país.
Embora a saída do oficial ocorra após denúncias de corrupção em processos de licitação dentro do Exército, que estão sendo investigadas, e de escutas ilegais de comunicações, Santos disse que a decisão não tem qualquer relação com esses casos.
"O comandante geral das Forças Armadas não está saindo por causa de nenhum ato de corrupção, mas por algumas expressões desrespeitosas e depreciativas contra o sistema judiciário e o país", disse o presidente.
O presidente fez referência a uma declaração de Barreto, que recomendou que os militares detidos "não deixem de arruinar os filhos da puta fiscais, e de se armar como uma máfia para denunciá-los", referindo-se a funcionários do Ministério Público, segundo interceptações de ligações divulgadas pela revista "Semana", admitidas pelo próprio general.
Apesar de pedir "desculpas ao ente investigador" por "expressões inapropriadas", Barrero qualificou como "decisão política" sua retirada em um pronunciamento realizado ontem, após o anúncio de Santos e no qual esteve rodeado de diversos comandantes militares, que o ovacionaram em sua chegada e na saída.
Outros oficiais perderam o posto "porque sabiam das irregularidades e não fizeram nada", informou Santos. No total, cinco oficiais foram afastados.
Com a mudança na cúpula das Forças Armadas, o governo procura aplacar a crise provocada depois que uma revista publicou denúncias de corrupção. A inteligência militar também está envolvida em outro escândalo de supostas escutas ilegais.
O ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, anunciou que Barrero será substituído pelo general Juan Pablo Rodríguez, até então comandante do Exército.
Corrupção
As forças militares foram sacudidas esta semana pela revelação de uma rede de corrupção no setor de aviação do Exército. Uma investigação interna detectou dez casos de irregularidades administrativas em contratos realizados por essa divisão.
Segundo a "Semana", parte do dinheiro obtido irregularmente teria sido destinada a "pagar funcionários presos, para mantê-los em silêncio" em investigações sobre assassinatos de centenas de civis, que depois de mortos eram apresentados como guerrilheiros, conhecidos na Colômbia como "falsos positivos".
O vice-procurador-geral, Jorge Perdomo, disse anteontem que as revelações tiveram origem em uma investigação do Ministério Público sobre os "falsos positivos".
Durante esse inquérito, foram realizadas interceptações das ligações dos altos postos do Exército.
O país, com 47 milhões de habitantes, tem cerca de 400.000 militares e policiais, uma das maiores forças de segurança da região.
Além disso, o Exército colombiano recebe ajuda dos Estados Unidos para combater o narcotráfico.
O orçamento de 2014 para a Defesa é de aproximadamente US$ 13,5 bilhões, pouco menos de 15% do orçamento total da nação.

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