Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

14/02/2014 - Notícias ao Minuto / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Porto Pena suspensa para carteira que usou cartões bancários alheios

A 2.ª Vara Criminal do Porto condenou hoje à tarde um carteiro a quatro anos e seis de prisão, com pena suspensa, pela prática de um crime de abuso de cartão de crédito e outro de burla informática.

O tribunal condenou ainda o arguido a pagar, "no mesmo prazo", 40.290 euros ao BPI, ao Banco Espírito Santo e à Unicre.

"A decisão, em si, não me desagrada. Vai de encontro ao que eram as nossas expectativas", disse à agência Lusa o advogado do arguido, Franclim Ferreira, que vai, contudo, recorrer.

O advogado contestou a indemnização que o carteiro vai ter de pagar, considerando-a elevada.

"Se não fosse isso, se calhar não recorria", acrescentou.

A acusação refere que os factos ocorreram entre junho de 2007 e novembro de 2008, altura em que o arguido era responsável pela distribuição de cartas na zona postal 4300 e 4350, no Porto, e em que, alegadamente, se apropriou indevidamente de mais de 30 cartões.

"Apercebendo-se de que as instituições bancárias enviavam aos seus clientes, por via postal, os cartões bancários de crédito e os de débito, bem como os respetivos códigos secretos/PIN, o arguido formulou o propósito de se apoderar das cartas que contivessem cartões bancários e os seus códigos, proceder à sua abertura e utilizar os cartões bancários e códigos em proveito próprio", explica a acusação do Ministério Público.

Com essa conduta, o carteiro terá conseguido levantar em terminais multibanco 3.750 euros com os cartões de débito e 49.490 euros com os cartões de crédito enviados por correio pelas instituições bancárias e que, alegadamente, não lhe pertenciam.

A juíza Ana Costa, que presidiu ao coletivo que julgou este caso e hoje leu o acórdão, referiu que "o tribunal deu como provado o essencial da acusação".

A juíza realçou também que "não havia prova documental de alguns levantamentos" supostamente efetuados pelo arguido, que apenas confessou que se apoderou dos cartões que estavam na sua posse" quando foi detido pela Polícia Judiciária.

A verdade, também segundo o tribunal, é que os lesados moravam na área postal onde o carteiro trabalhava até ao momento em que Judiciária vigiou a sua residência, em 26 de novembro de 2011.

O arguido, que não tinha antecedentes criminais, queixou-se então de algumas "dificuldades económicas", encontrando-se hoje a viver noutro ponto do país, onde abriu uma empresa.

"A conduta foi grave, muito grave, e por muito tempo", considerou a juíza Ana Costa após ler a sentença.

"Queremos acreditar que foi um período conturbado da sua vida que não se voltará a repetir", completou ainda a magistrada, dirigindo-se ao arguido.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 174 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal