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11/02/2014 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Policiais civis são condenados por fraude em perícia em Poços de Caldas

Delegado foi acusado de favorecer esquema de um caminhão-guincho. Penas variam de 1 ano e 10 meses a 7 anos em semiaberto e aberto.

Cinco pessoas, incluindo o atual delegado regional de Lavras (MG), Carlos Augusto Camargo da Silva, foram condenadas por falsa perícia em um caminhão-guincho em Poços de Caldas (MG). A sentença divulgada na última semana aponta que eles foram acusados também por crimes de receptação e prevaricação.

Segundo o juiz da 1ª Vara Criminal de Poços de Caldas, Narciso Alvarenga Monteiro de Castro, foram condenados dois policiais civis, uma funcionária pública e o dono de um pátio de veículos. As penas variam de 1 ano e 10 meses a 7 anos em regimes semiaberto e aberto.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o dono de um pátio na cidade, Paulo Roberto Ferreira de Souza, teve um de seus caminhões-guincho roubado em 2008, mas dois anos depois, um caminhão semelhante foi apreendido e levado para o pátio do comerciante.

O veículo teria sido vistoriado duas vezes pela polícia e mesmo estando com o chassi adulterado, foi liberado para uso. A suspeita da promotoria é que o dono do pátio tenha feito uma perícia falsa no veículo para tentar ficar com o outro veículo, como se fosse o dele. O Ministério Público sustenta que o esquema foi montado, envolvendo os policiais civis, que teriam liberado o caminhão para o comerciante após a falsa perícia.

Condenações

O principal condenado do processo é o delegado regional de Lavras, Carlos Augusto Camargo da Silva, que já atuou em Poços de Caldas. Ele foi condenado a 3 anos e 2 meses em regime aberto. O juiz afirmou, na sentença, que ele usou da própria influência para auxiliar no crime. Segundo o magistrado, ele sabia de todas as irregularidades e teria chamado um perito de Pouso Alegre (MG) para confirmar os dados da falsa perícia feita no veículo. Ele cumprirá a pena por meio de prestação de serviços à comunidade durante uma hora por dia pelos próximos 3 anos e 2 meses, além do pagamento de três salários mínimos a uma entidade beneficente que será indicada pelo juiz.

O comerciante Paulo Ferreira de Souza, dono do pátio foi condenado a 7 anos e 10 meses e será o único a cumprir a pena em regime semiaberto. Segundo o juiz, ele planejou e arquitetou toda a empreitada criminosa.

O policial civil Maurício Cândido Barbosa foi condenado a 2 anos e 4 meses de prisão em regime aberto por ter se deslocado de Pouso Alegre para Poços de Caldas para confirmar as informações do laudo pericial. Ele fez a viagem no carro particular, em um dia que estaria de folga. O Ministério Público afirmou que a cidade dispunha de oito peritos na época, o que dispensaria a presença de mais um vindo de outro município.

Entre os condenados está também o policial civil aposentado, Vicente Gomes, que na ocasião sabia que o número do chassi era adulterado e mesmo assim produziu um laudo pericial falso, atestando que o número era original de fábrica. Ele vai cumprir a pena de 1 ano e 10 meses.

Já a funcionária pública, Ana Maria Wood de Almeida foi condenada a 1 ano e 10 meses, por saber da falsidade do laudo pericial e mesmo assim ter feito um termo de restituição do veículo para o dono do pátio.

O delegado aposentado, Walter Bruno Lintoman Ribeiro Alves, que também respondeu ao processo foi absolvido. O juiz acredita não contribuiu ou auxiliou os réus na realização da perícia falsa.

Procurados, os condenados disseram que ainda não foram informados oficialmente sobre a decisão judicial, mas que vão recorrer.

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