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06/12/2007 - Reuters Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia e Justiça são instituições mais "subornáveis"-pesquisa

Por: Sylvia Westall


BERLIM (Reuters) - Mais de dez por cento da população mundial pagou algum tipo de suborno nos últimos 12 meses, na maioria das vezes para a polícia ou o Judiciário, segundo estudo divulgado na quinta-feira pela entidade Transparência Internacional (TI), que tem sede em Berlim.

O estudo diz que a situação é pior em Kosovo, Camarões e Albânia, onde cerca de três quartos dos entrevistados disseram ter pagado algum suborno no último ano.

O chamado Barômetro da Corrupção Global 2007 ouviu entre junho e setembro 63 mil pessoas em 60 países. O Brasil não foi incluído na pesquisa.

Os nove países latino-americanos da amostra ficaram na média mundial - 13 por cento disseram ter pagado suborno no ano anterior.

A República Dominicana e a Bolívia lideraram entre os países pesquisados na região, com 28 por cento e 27 por cento, respectivamente. A Argentina apresentou o menor número, com apenas 5 por cento.

A polícia é o maior destino das propinas no mundo todo, exceto no bloco batizado de "UE+" - União Européia, Islândia, Noruega e Suíça -, onde o destino mais frequente das propinas (5 por cento do total) são os serviços médicos.

O relatório diz que o suborno é muitas vezes a única chance de os pobres terem acesso a serviços básicos.

"A extorsão atinge lares de baixa renda com um imposto regressivo que suga os escassos recursos domésticos", disse a TI, acrescentando que tal tendência existe em países ricos e pobres.

A África é o país onde o problema é mais grave, especialmente no trato com polícia e escolas. Apesar disso, os africanos são os mais otimistas com as iniciativas de combate à corrupção, especialmente em Gana e Nigéria.

Já os cidadãos da "UE+", do Canadá e dos EUA são os mais pessimistas com a eficácia do combate à corrupção, apesar de não conviverem habitualmente com o pagamento de pequenas propinas.

De forma geral, partidos políticos são considerados "corruptos" ou "extremamente corruptos" por 70 por cento das pessoas no mundo.

Mais da metade dos entrevistados prevêem que a corrupção vai se agravar no futuro - eram 43 por cento na pesquisa anterior, em 2003.

A seguir, os países e territórios mais e menos corruptos do mundo:

OS MAIS CORRUPTOS - com mais de 30 por cento dos entrevistados afirmando que pagaram propinas no último ano:

- Camarões (79 por cento)
- Camboja (72)
- Albânia (71)
- Kosovo (67)
- Macedônia (44)
- Paquistão (44)
- Nigéria (40)
- Senegal (38)
- Romênia (33)
- Filipinas (32)

OS MENOS CORRUPTOS - com menos de 3 por cento dos entrevistados afirmando que pagaram propinas no último ano:

- Dinamarca (2 por cento)
- Holanda (2 por cento)
- Áustria (1)
- Canadá (1)
- França (1)
- Islândia (1)
- Japão (1)
- Coréia do Sul (1)
- Suécia (1)
- Suíça (1)

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