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06/12/2007 - Panapress Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Nigéria acusa advogados britânicos de guardar fundos pilhados


Lagos, Nigéria (PANA) - O Governo Federal da Nigéria acusou advogados britânicos de se terem apropriado de fundos recuperados a dois antigos governadores estaduais nigerianos, noticiou quarta-feira a imprensa local.

Numa declaração largamente comentada pela imprensa, o ministro da Justiça, Michael Aondoaaka, disse que o gabinete de advogados baseado em Londres "Candell Freeman", contratado pelo Governo para o ajudar a recuperar estes fundos, não entregou totalmente as somas apreendidas com Joshua Dariye, ex-governador do Estado de Plateau (centro da Nigéria).

Acrescentou que 985 mil e 567 libras esterlinas supostamente recuperados nas contas de Diepreye Alamieyeseigha, ex-governador do Estado petrolífero de Bayelsa, ainda não foram repatriados.

O ministro acusou o gabinete de advogados de ter ilegalmente deduzido somas enormes destes fundos como seus honorários sem a autorização do Governo Federal.

Explicou que o gabinete deduziu 614 mil e 67 libras esterlinas para honorários, duma soma total de um milhão e 674 mil libras recuperada junto de Alamieyeseighan, sem a aprovação do Governo nigeriano.

Aondoaaka fez esta declaração quando entregava 300 mil libras ao Governo do Estado de Plateau, representando a soma devolvida até agora à Nigéria pela Polícia Britânica.

Revelou que o total da soma devida ao Estado de Plateau era de 904 mil e 961 libras depois de os advogados terem afirmado ter gasto 309 mil e 439 libras no caso.

"A questão que se coloca é porque este dinheiro permanece nas mãos dos advogados britânicos?", interrogou-se o ministro nigeriano da Justiça

"Vamos inquirir sobre tudo isso... Deslocar-me-ei a Londres com o procurador de Plateau para perguntar que autorização eles receberam antes de deduzir esta soma", acrescentou.

Os dois ex-governadores foram detidos em Londres por branqueamento de capitais quando estavam ainda em função, mas depois da sua libertação sob caução e o seu regresso à Nigéria não puderam imediatamente ser julgados devido à imunidade constitucional de que gozavam.

Depois do levantamento da imunidade, um tribunal nigeriano condenou Alamieyeseigha por branqueamento de capitais, enquanto Dariye continua a responder por um processo judicial.

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