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05/05/2006 - Jornal da Paraíba Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia investiga atuação de seguradoras

Por: Fernando Ivo e Clóvis Gaião


A polícia investiga a relação de seguradoras de veículos com os suspeitos de falsificar documentos para a compra de carros financiados em concessionárias da Grande João Pessoa. Os responsáveis pelas seguradoras serão ouvidos na próxima segunda-feira pela delegada da 5ª Delegacia Distrital Maria da Paz Daybe.

A delegada disse que pegou depoimentos de alguns suspeitos ontem, mas prefere não divulgar o nome deles para não prejudicar as investigações. Ela afirmou que também ouviu uma das vítimas do golpe uma empregada doméstica da cidade de Bayeux que recebeu em casa faturas e multas de dois automóveis da marca Fiesta e Corsa. Uma das faturas era no valor de R$ 455,00 e a outra foi perdida.

“A vítima explicou que perdeu a identidade, CPF e comprovante de residência e certamente os documentos foram utilizados para fazer a falsificação. Ainda não sabemos o paradeiro desses carros, que inclusive podem ter sido utilizados para desmanche”, afirmou a delegada.

O esquema foi descoberto na última terça-feira, após a prisão de Ronelli Pessoa da Silva Santiago, acusado de fraudar documentos públicos e estelionato. Ronelli é suspeito de, junto a outros cinco funcionários de concessionárias, praticar golpes em lojas de veículo, com a compra de mais de 40 carros com documentos falsos, causando um prejuízo em torno de R$ 800 mil. Outro suspeito, Sílvio Carlos Soares, também está sendo investigado por ligação ao golpe. Ele prestou depoimento à polícia, mas foi solto por falta de provas.

De acordo com o tenente Antônio de Souza, do serviço de inteligência da 3ª Companhia de Polícia, é possível que exista um esquema montado de desvios dos carros comprados por meio de falsificação, para desmanche e adulteração dos veículos. Ele afirmou que os carros novos seriam desmontados e utilizados por Seguradoras de Veículos, para o “salvamento” de outros carros que tiveram perda total em acidentes e que não deram baixa na documentação junto ao Detran.

No mercado informal, o carro seria vendido a valores de até R$ 3 mil.

“LARANJAS”

O esquema de fraude na compra de carros novos, segundo o tenente Antônio de Souza, era possível devido a falsificação de contracheques, documentos pessoais, comprovantes de residência e cheques. Os documentos eram usados para financiamento de concessionárias da Grande João Pessoa. Eram usados por mais de 40 pessoas de baixo poder aquisitivo, denominadas de “laranjas” que cediam ao preço de R$ 500, os documentos. Com isso o grupo, fazia a cópia e de uso de um outro endereço também falso, dava entrada no financiamento.

Segundo a delegada Maria da Paz Deiby, da 5ª Delegacia de Bayeux, todos os supostos “laranjas” serão ouvidos e verificado o envolvimento destes com a fraude. Dois carros suspeitos de terem sido adquiridos por meio do golpe foram apreendidos. No entanto, a delegada informou que os proprietários identificados até o momento, apresentaram toda a documentação regular. Porém, a delegada Maria da Paz Deiby explicou que será solicitada a realização de perícia nesses documentos, para saber se houve falsificação.

Supeito de liderar o grupo está sendo procurado

O tenente Antônio de Souza destacou o envolvimento de corretores de concessionárias no sistema de falsificação e golpe. Ele disse que diligências estão sendo feitas para pegar um homem conhecido por “Joca”, que seria o líder da quadrilha. Com ele, a polícia suspeita que haja outros quatro carros Fiat Uno 2006, marca preferida dos fraudadores. O tenente afirmou que com a divulgação da quadrilha, inúmeros carros que vinham sendo rastreados pelo Serviço de Inteligência da 3ª Cia, desapareceram. Ele adicionou que o prejuízo causado pelos fraudadores pode ser superior a R$ 1 milhão, em um golpe que teve início há mais de 1 ano.

Cinco corretores estão sendo intimados para prestar esclarecimentos na Delegacia de Bayeux. Eles deverão informar a delegada Maria da Paz Deybe sobre o envolvimento deles no suposto esquema de fraudes aplicado nas concessionárias da Grande João Pessoa. Até o momento, a única pessoa presa é o designer gráfico Ronelli Pessoa. Em depoimento à polícia, Ronelli disse que realizou o trabalho a pedido do corretor Sílvio Carlos Soares. O corretor, suspeito de integrar a quadrilha, negou as acusações e o seu envolvimento com o caso. Uma acareação foi feita entre os dois e Sílvio foi liberado devido à ausência de provas contra ele.

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