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05/12/2007 - Último Segundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falsa médica presa em SP 'colava' em consultas


Acusada de ser falsa médica, Adriana Fattori Tomet Giuberti, de 32 anos, foi presa na noite de segunda-feira por agentes da Polícia Civil, quando chegava para dar plantão num hospital da Unimed na zona leste de São Paulo. De acordo com a polícia, Adriana consultava as anotações de uma "cola" para atender os pacientes nos hospitais em que atuava na capital paulista e no interior do Estado.

Mesmo assim, receitou uma dosagem de remédios dez vezes maior que a recomendada para uma criança de Angatuba, a 210 quilômetros da capital. A dose era tão excessiva que a balconista da farmácia se negou a aplicar o medicamento. Adriana é acusada também de recorrer a terceiros, por telefone, durante o atendimento.

Durante cerca de quatro anos, ela percorreu o Brasil "exercendo" a Medicina. Adriana atendeu pacientes na suposta especialidade, a Pediatria, até mesmo em estabelecimentos de saúde de prestígio do interior e da capital. De acordo com o delegado titular de Angatuba, Hélio Rolim da Silva, a partir de 2003, quando teria obtido um diploma de Medicina em Cochabamba, na Bolívia, a acusada trabalhou em postos de saúde e hospitais de Minas Gerais e do Nordeste.

Em Ibipitanga (BA), atuou quase um ano entre 2005 e 2006 e foi responsável pela contratação e treinamento de pessoal da área médica. Em São Paulo, trabalhou nas Santas Casas de Misericórdia de Capão Bonito e Angatuba e em hospitais da capital e de Guarulhos, na região metropolitana. Em alguns casos, a contratação dela deu-se por meio de uma cooperativa de serviços médicos. "O mais incrível é que, em todos os empregos, ela apresentou apenas uma cópia falsificada do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM)."

Denunciada

Adriana foi denunciada pela direção da Santa Casa de Angatuba no fim de novembro, depois de trabalhar durante 15 dias. Ao ser contratada, apresentou o CRM da médica boliviana Adriana dos Reis Nina, de São Paulo. A falsificação foi descoberta por acaso: como estava para assumir a chefia do Setor de Pediatria do hospital, uma funcionária precisou contatá-la e, como não tinha o telefone, recorreu ao CRM. O contato foi feito com a verdadeira médica.

A Santa Casa procurou a polícia, mas Adriana desapareceu. Com autorização judicial, o delegado passou a monitorar o telefone da acusada. No dia seguinte à prisão, ela estava com viagem marcada para o Pará, pois fora contratada por uma grande clínica médica. "Estava acertado que um motorista iria apanhá-la no aeroporto." Os policiais civis apreenderam com ela outra carteira da CRM falsificada, em nome de Adriana Braga Góes, médica de Divinolândia (SP), mas com a fotografia da suspeita.

Autuada por exercício ilegal de Medicina e falsidade ideológica, ela está presa na Cadeia Feminina de Capela do Alto, região de Sorocaba (SP). Um advogado entrou com pedido de habeas-corpus, mas a Justiça não atendeu. Ele foi procurado hoje, mas não deu retorno. O CRM abriu uma sindicância para apurar a atuação de Adriana. A Unimed de São Paulo não tinha se manifestado, até o fim da tarde, sobre o caso. O delegado acredita que pode haver uma quadrilha intermediando o trabalho de falsos médicos no Brasil. "Vou pedir ajuda à polícia especializada para a investigação."

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