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05/12/2007 - Diário do Nordeste Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Descoberta fraude contra SUS


A Polícia Civil prendeu em flagrante, ontem à tarde, três pessoas acusadas de envolvimento em fraudes contra o Sistema Único de Saúde (SUS). Outras duas estavam sendo procuradas. Mandados de busca e apreensão, emitidos pelo juiz da 5ª Vara Criminal da Capital, foram cumpridos com o confisco de documentos e computadores. O dono do Hospital de Medicina Infantil de Parangaba, Jorge Cabral Rebouças, e dois funcionários foram detidos e saíram algemados, sendo levados para a DDF sob a acusação de praticarem crime de estelionato e formação de quadrilha.

A Polícia investiga a falsificação de dados em guias de internação para fim de cobrança de procedimentos médicos não realizados. Pacientes ‘fantasmas’ foram criados para o preenchimento das guias a serem encaminhadas à Central do SUS. O sistema acabava pagando ao hospital por internações e tratamentos que não foram realizados.

Filmagens

A operação batizada de ‘Paciente Fantasma’ foi desencadeada, há cerca de quatro meses, pela Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), com o apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE), Departamento de Inteligência Policial (DIP) e policiais do próprio gabinete do superintendente da Polícia Civil, delegado Luiz Carlos Dantas.

O delegado Andrade Júnior, titular da DDF, esteve à frente das diligências sigilosas que incluíram até filmagens dentro do hospital onde, supostamente, estariam internadas crianças com doenças diversas.

As filmagens mostraram que as enfermarias indicadas nas guias de procedimentos sequer existiam. O material serviu de prova para que a Justiça expedisse os mandados de busca.

O valor da fraude não foi divulgado pela Polícia. Mas, segundo fontes da instituição, as cifras são altas, pois há mais de um ano as guias eram preenchidas de forma fraudulenta com o único objetivo de obter o pagamento dos procedimentos médicos não realizados.

“Estamos ainda a procura de outras pessoas que poderão ser presas nas próximas horas”, disse o delegado Jairo Pequeno, diretor do Departamento de Polícia Especializada (DPE), em contato com o Diário do Nordeste, no começo da noite passada, por telefone.

Os flagrantes contra as três pessoas detidas foram iniciados no fim da tarde. Nas buscas, os inspetores vasculharam o setor contábil do hospital e um prédio anexo que está sendo construído ali. A equipe policial deixou o local por volta das 17 horas, sem falar à Imprensa.

Jorge Cabral Rebouças saiu do hospital algemado e com um paletó cobrindo o rosto. Também não quis dar declarações aos jornalistas. Cerca de meia hora antes, uma funcionária identificada como Franciane de Menezes Rodrigues, 26 anos, que trabalhava no hospital como recepcionista, também deixou o local sob escolta dos policiais e foi encaminhada à sede da Superintendência da Polícia Civil.

O material apreendido pela Polícia já está sendo examinado na DDF e será encaminhado, ainda hoje, ao Instituto de Criminalística (IC) onde será periciado por especialistas em grafotécnica.

Cauteloso, o titular da DDF explicou que todos os detalhes da operação deverão ser divulgados, logo mais, durante uma entrevista coletiva que será concedida pelo superintendente da Polícia Civil.

Secretário

“O resultado de quatro meses de investigações será detalhado”, informou Andrade Júnior. Já o secretário de Saúde do Município, Odorico Monteiro, assegurou, ontem à noite, por meio de sua Assessoria de Imprensa, que também falará hoje sobre o caso.

DEPOIMENTO
Recepcionista detida conta que no começo não sabia do golpe

Entre as três pessoas detidas pela Polícia Civil no Hospital de Medicina Infantil de Parangaba, está a recepcionista identificada como Franciane de Menezes Rodrigues, 26. Na saída para a DDF, ela falou rapidamente com os jornalistas e admitiu que participou da fraude. Disse aos repórteres que há mais de um ano trabalhava ali. No início, não sabia de nada. Depois, passou a preencher as fichas e as encaminhava para outra funcionária, que ela identifica como Meire.

“Fazia isto por necessidade. Mas, não ganhei nada. Não tenho nem uma casa própria” disse Franciane, alegando que recebia apenas o salário mínimo e que sequer tinha carteira assinada pelo hospital.

Outros nomes

A Polícia prometeu divulgar os nomes de outros envolvidos na fraude. As investigações poderão se estender para outros hospitais. O caso está sendo acompanhado pelas autoridades da Saúde e pelo Ministério Público.

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