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11/12/2013 - Portal O Dia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Comércio é alvo de fraudes com carteira de identidade no Piauí

Por: Thiago Bastos

Deccoterc investiga 16 casos de golpes onde foram utilizadas carteiras de identidade em Teresina.

Com o advento da tecnologia é cada vez mais fácil e rápido para um comerciante identificar a situação de clientes junto aos Serviços de Proteção ao Crédito através do número do

Cadastro de Pessoa Física (CPF), ou para a Justiça Eleitoral verificar a legitimidade do Título de Eleitor de determinado cidadão. Tudo isso é possível graças à utilização de um banco de dados nacional, onde os documentos podem ser verificados facilmente através

da internet. Porém, essa facilidade não está disponível para todos os documentos civis que o brasileiro tem a obrigação de possuir.

O documento de identificação mais solicitado pelo comércio é o Registro Geral (RG) e em muitos casos uma pessoa pode adquirir crédito em algum estabelecimento apenas com a apresentação deste documento. O problema é que, como não há um sistema de consultas para conferir a veracidade da carteira de identificação, muitas vezes o comerciante pode estar sendo vítima de um golpe que está crescendo no Brasil: a fraude no comércio com o roubo ou a falsificação de documentos de identificação.

A emissão do RG é uma competência de cada Estado e os institutos de identificação armazenam esses dados de forma isolada, sem o compartilhamento com outros Estados ou a União. Essa falta de compartilhamento de informações possibilita que uma pessoa possa tirar um RG em mais de um Estado e com isso possa aplicar fraudes financeiras ou outros tipos de crimes.

A solução para o problema estaria na criação de um sistema de identificação nacional, com o registro de dados armazenados eletronicamente e que possam ser consultados de forma rápida e segura. Essa alternativa está prevista em lei desde 1997, e chegou a ser anunciada pelo ex-presidente Lula em 2010, mas a sua efetiva implantação nunca foi iniciada.

Roubo permite golpes no comérdcio

O empresário Marcos Pinto informa que o tipo de fraude mais frequente é o roubo do documento de uma pessoa idônea e a adulteração da foto, o que é muito difícil de ser identificado.

Além de crimes no comércio, o golpista em posse de um documento falso pode aplicar muitos outros pequenos e grandes golpes, como alugar imóveis, assinar contratos, comprar carros, receber benefícios, entre outros. Por isso se destaca a importância de que os dados com o documento de identificação dos brasileiros fiquem disponíveis em uma plataforma confiável que possa ser consultada.

Uma pesquisa encomendada pela Serasa Experian revelou que durante o ano de 2012 houveram 2,14 milhões de tentativas de golpes no comércio. Os dados revelam que criminosos utilizaram dados falsos ou informações roubadas de suas vítimas para aplicar golpes como a emissão de cartões de crédito, compra de automóveis, abertura de conta corrente, financiamento de eletrônicos, compra de celulares, entre outros.

No Piauí a Delegacia de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Relações de Consumo (Deccoterc), é a responsável por investigar esse tipo de prática criminosa. Segundo o delegado Roberto Carlos Sales da Silva, houve um crescimento do número de registros de fraudes no comércio piauiense nos últimos anos.

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