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12/12/2013 - CBN Foz Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Casal suspeito de envolvimento em golpe no desarmamento é preso


O casal suspeito de envolvimento no esquema de fraude das indenizações da campanha nacional do desarmamento do Ministério da Justiça está preso no Presídio Regional de Feira de Santana, cerca de 100 km de Salvador.

Eles eram considerados foragidos desde que o caso veio à tona, no fim de novembro. O casal se apresentou na quarta-feira (11) à Polícia Federal. O depoimento deles durou quase seis horas. Em seguida, os dois foram encaminhados para o Presídio Regional de Feira de Santana.

Os dois já estavam com prisão preventiva decretada, suspeitos de se apropriarem indevidamente de recursos públicos, oriundos da campanha de desarmamento. Outras quatro pessoas já haviam sido presas de forma provisória, também acusadas de fazer parte da fraude. Uma delas, o coordenador nacional da ONG MovPaz Brasil, Clóves Nunes, apontado como o principal responsável pelo esquema.

Clóves integra, desde abril de 2013, o Conselho Nacional de Segurança Pública, representando a rede Desarma Brasil. Clóves era o responsável pela campanha de desarmamento em Feira de Santana e em mais 27 cidades de dez estados do país.

Segundo a Polícia Federal, o grupo deu um prejuízo de R$ 1,3 milhões aos cofres da União, desviando indenizações destinadas à entrega voluntária de armas de fogo ao programa de desarmamento. Segundo a polícia, Clóves contava com a ajuda do irmão, Carlos Nunes, que foi preso em Feira de Santana no dia 28 de novembro.

Quatro suspeitos de envolvimento já cumpriram o prazo de prisão preventiva e vão responder ao processo em liberdade.

Um tenente e um coronel da Polícia Militar da Bahia também estão entre os suspeitos no esquema de fraude na campanha do desarmamento.

Caso

De acordo com a investigação da Polícia Federal, o golpe era feito com a inserção fraudulenta de dados de armas inexistentes no sistema "Desarma" para gerar um pagamento. A PF aponta ainda o cadastramento de armas artesanais como se fossem de fabricação industrial, a fim de gerar valores que podiam variar de R$ 150 a R$ 400.

Um tenente e um coronel já foram ouvidos em Feira de Santana e liberados no dia 28 de novembro. O coronel investigado, que já foi comandante do primeiro batalhão da Polícia Militar, tinha a senha para emitir as guias de pagamento do programa de desarmamento. Ele foi ouvido pela polícia e liberado após pagamento de fiança.

“Tanto o coronel como o tenente foram acusados também de crime, que é o crime de negligência, pelo fato de ter entregue a sua senha pessoal e intransferível para terceiros, mas volto a dizer, até o momento da investigação não há nada que comprove de que eles praticaram algum tipo de crime no sentido de obterem lucros dessa prática criminosa”, disse o delegado da Polícia Federal, Val Goulart, que investiga o esquema de fraude contra o sistema nacional de desarmamento do Ministério da Justiça.

A investigação da Polícia Federal, que durou três meses, apurou que das 8.800 armas de fogo que geraram indenizações no sistema de desarmamento do Ministério da Justiça, 4 mil não existiam e outras 4.400 eram de fabricação artesanal e por isso não deveriam ser indenizadas pelo programa. As indenizações variavam entre R$ 150 e R$ 400.

A operação Vulcano foi realizada durante em três cidades da Bahia, e em Fortaleza, no mês de novembro. Foram cumpridos 23 mandados, sendo seis de prisão temporária, cinco de condução coercitiva e 12 de busca e apreensão. 150 armas recolhidas durante a operação foram apresentadas pela Polícia Federal. Elas foram encontradas na casa de um dos suspeitos, em Cícero Dantas.

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