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10/12/2013 - rondoniaovivo.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Golpistas vendem pela internet vagas em cursos de medicina


O esquema de venda de vagas em cursos de medicina revelado no último dia 3 pela operação “Hemóstase”, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, também funcionaria em outros estados, como mostram anúncios em sites na internet. Vinte e um suspeitos, entre estudantes, médicos e empresários, foram presos e são investigados. Três foram liberados por colaborar com as investigações. Segundo a Justiça, todos tiveram os bens bloqueados.

Na internet, quadrilhas oferecem vagas. Em um anúncio, para entrar no curso de medicina em Rondônia basta pagar R$ 90 mil. A reportagem ligou para o telefone indicado, e o homem diz que nem é preciso fazer prova.

Golpista: Eu vou fazer prova no seu lugar. Aqui em Rondônia, qualquer das faculdades de medicina eu passo em todas.

Reportagem: Como é que você vai fazer a prova no meu nome?

Golpista: Eu não tenho como entrar nesses detalhes, né. Mas eu faço a prova no seu nome, tranquilamente, sem dar problema nenhum.

Em outro site, há ofertas de vagas em diversos cursos e em vários estados. A reportagem enviou uma mensagem e obteve resposta. O vendedor diz que há vaga para medicina em uma faculdade no Norte de Minas e que também não é preciso fazer a prova, porque um funcionário da instituição incluiria o nome na lista de aprovação. O anunciante ainda assina a mensagem dizendo que é líder de mercado de venda de diplomas.

O Conselho de Medicina de Minas Gerais disse que só fiscaliza a atuação de médicos. “Isso é incompatível com a atividade médica”, disse o vice-presidente do CRM-MG, Fábio Augusto de Castro Guerra.

O Ministério da Educação informou que as denúncias são encaminhadas à policia. A reportagem ouviu instituições. A assessoria da Universidade Federal de Rondônia disse que o ingresso para o curso de medicina é feito pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e que, durante as provas, há três fiscais em cada sala.

A assessoria da Faculdade São Lucas, de Porto Velho, declarou que a instituição já tomou providências para evitar fraudes no vestibular.

Fraudes em MG e no RJ

A polícia divulgou imagens das investigações que resultaram em 21 prisões em Minas Gerais e no Rio de Janeiro. As gravações mostram encontros em locais públicos entre integrantes da quadrilha e os interessados em comprar vaga em um curso de medicina. Para entrar na faculdade, os valores eram altos e chegavam a R$ 130 mil. Depois de ingressar na instituição, os aprovados continuavam a usar os serviços da quadrilha para passar de ano.

“A gente percebeu que essa pessoa ingressava por fraude, permanecia na fraude durante seis anos e posteriormente está apto a obter o CRM e a realizar os procedimentos médicos, pondo em risco a saúde pública”, afirma o delegado Fernando Lima.

Os candidatos usavam pontos eletrônicos para fazer as provas e celulares de plástico, que não eram identificados por detectores. Escutas telefônicas a que a reportagem teve acesso mostram um dos golpistas orientando um candidato:

Golpista: Tá me ouvindo, tosse! Ah, sucesso! Aqui, vou falar a número 3, aberta: vou começar a ditar agora.

De acordo com a polícia, a investigação durou nove meses e já comprovou que funcionários de pelos menos três das 11 instituições onde esquema foi detectado participavam do golpe. Com a quadrilha, foram apreendidos R$ 300 mil em dinheiro e 25 dólares.

As prisões ocorreram em Caratinga, Governador Valadares e Ipatinga, no Leste de Minas Gerais, e no interior do Rio de Janeiro.

Ainda segundo a polícia, os testes dos últimos vestibulares das faculdades onde ocorreram as fraudes vão passar por perícias. As notas das provas vão ser comparadas com as que foram divulgadas nas listas de aprovados.

Dentre os 21 detidos na operação "Hemóstase", três mulheres foram liberadas pela Justiça nesse sábado (7), para responder o processo em liberdade. Elas são suspeitas de participar do esquema que fraudava vestibulares em faculdades de medicina do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Elas foram presas temporariamente e tiveram liberdade concedida por colaborarem com as investigações em depoimento e também porque foi comprovada menor participação delas no caso.

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