Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

07/12/2013 - paraiba.com.br Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sites que vendem drogas, armas e documentos falsos desafiam autoridades


Depois de um lance de degraus de pedra, passando pelo balcão de circulação da biblioteca e pelas estantes de romances, no fim do canto dos livros de ficção científica.

Em uma terça-feira recente, autoridades federais invadiram a biblioteca municipal do bairro de Glen Park, em São Francisco, e prenderam um jovem que comandava um vasto mercado negro na internet – uma espécie de eBay das drogas ilegais.

Seu alvo, Ross William Ulbricht, afirma que não é o Dread Pirate Roberts do FBI, nome de guerra da mente criminosa por trás do mercado conhecido como Silk Road. E os fatos, segundo seus advogados, irão provar que isso é verdade.

Independentemente de como essa história irá se desenrolar, o Silk Road já se tornou um monumento sensacionalista dos vícios ultrapassados e das tecnologias de ponta.

Até que o site fosse derrubado em outubro, esse era o lugar certo para conseguir, digamos, um tijolo de cocaína com alguns toques anônimos no teclado. De acordo com as autoridades, o site fechou 1,2 bilhão de dólares em drogas e outros crimes, incluindo assassinatos de aluguel.

O fato de que essa história tenha chegado até aqui, uma biblioteca pública em um bairro bonitinho, diz muito sobre os rincões mais sombrios da internet. Glen Park não é o bairro perigoso no alto do morro, nem Oakland, ou Richmond em East Bay. E é exatamente esse o problema. A Dark Web, como é conhecida, está em toda parte e em lugar nenhum, e cresce cada vez mais rápido.

Enxugando gelo

Tão logo o velho Silk Road foi derrubado, um novo e supostamente melhor Silk Road apareceu. Outros bazares online de armas e drogas ilegais caminham de vento e popa.

E o Dread Pirate Roberts – o velho, o novo, quem sabe? – está de volta. (O pseudônimo é uma referência ao personagem do filme "A Princesa Prometida", que revela ser não apenas um homem, mas um grupo de homens que transmite o título uns para os outros).

"Demorou dois anos e meio para que o FBI fizesse o que fizeram", escreveu o Dread Pirate Roberts em novembro no novo site do Silk Road. "Porém, quatro semanas de silêncio temporário foi tudo o que conseguiram".

Agarre-nos se puder, é o que o Dread Pirate está dizendo. O novo Silk Road renovou seus processos de segurança e "marca o alvorecer de uma nova era de serviços sigilosos", escreveu.

A questão é a seguinte: será que alguém realmente será capaz de revelar a identidade dos Dread Pirates? Como o restante da internet, a Dark Web está sendo moldada e transformada pelas inovações tecnológicas.

Tecnologia garante anonimidade

Primeiro houve o Tor, um conjunto de softwares e redes de computadores que permitiam o anonimato na rede. Edward J. Snowden utilizou o Tor para vazar segredos do governo e ele foi importante para os dissidentes em lugares como o Irã e o Egito. Naturalmente, traficantes de drogas e armas também preferem o anonimato.

Além disso, não podemos nos esquecer da bitcoin, a criptomoeda cujo valor tem aumentado assombrosamente nos últimos tempos. A bitcoin é basicamente um dinheiro virtual – uma moeda anônima e impossível de rastrear. Esse é o tipo de coisa extremamente útil quando se está comprando contrabando.

Não é nenhuma novidade que existem pessoas ruins na internet. Pessoas têm hackeado e roubado há anos. Porém, o crescimento da Dark Web está começando a atrair a atenção de Washington. O senador Thomas R. Carper, democrata de Delaware e diretor do Comitê de Relações Governamentais e de Segurança Nacional, alertou recentemente que as autoridades pareciam estar brincando de gato e rato com sites como o Silk Road. Isso, segundo o senador, "revela a realidade inexorável de que a tecnologia é dinâmica e está em constante transformação e que o governo precisa se adaptar a isso".

Mais fácil que na esquina

O FBI se negou a falar sobre o caso Silk Road. Contudo, alguns especialistas em segurança se perguntam como as autoridades seriam capazes de realmente policiar os Walter Whites da Web. Matthew D. Green, professor de pesquisa da teoria da computação em Johns Hopkins, afirmou que comprar drogas ilegais na internet se tornou mais fácil que comprar nas esquinas. Green afirma que o Tor é incrivelmente difícil de romper, mas que o que está ajudando a movimentar isso tudo é o dinheiro digital como a bitcoin.

"E dinheiro, em pequenas quantidades, é impossível de rastrear", afirmou.

Hsinchun Chen, diretor do Laboratório de Inteligência Artificial da Universidade do Arizona, me disse que a situação só estava piorando. Chen pesquisou a Dark Web e descobriu que os programadores usam uma rede vasta para negociar drogas e outros contrabandos por meio de softwares. Muitos desses sites são preparados para que possam ser copiados rapidamente caso a polícia os derrube.

"Essa via subterrânea cresceu e se espalhou tanto nos últimos anos que comunidades internacionais virtuais inteiras e mercados negros se espalharam por toda a internet para facilitar a compra e a venda entre cybercriminosos espalhados em diferentes partes do mundo", afirmou Chen.

Armas, drogas e documentos

Quantos outros sites como o Silk Roads existem por aí? Ninguém sabe ao certo. O Silk Road afirma ter um milhão de usuários cadastrados em todo o mundo. Outro site, o Black Market Reloaded, oferece armas semiautomáticas e rifles como o AR-15. Um terceiro, Atlantis, é especializado em remédios controlados. E depois que o Silk Road original foi fechado, o Sheep Marketplace, que vende armas, drogas e documentos falsos, rapidamente ganhou popularidade, segundo a revista Forbes.

Parmy Olson, autora do livro "We Are Anonymous", afirmou que era difícil identificar os criminosos e os arruaceiros da web no mundo real. Os caras maus da internet não se parecem nem um pouco com os malfeitores que conhecemos, afirmou.

Depois que Jake Davis, o jovem hacker conhecido como Topiary, foi preso na Escócia em 2011, Olson foi até lá para encontrá-lo. Davis, que tralhava para os Anonymous, o LulzSec e outros grupos, se declarou culpado de ataques a diversos sites.

Ele não se parecia nem um pouco com o que ela esperava. "Ele era apenas um adolescente desengonçado e tímido", afirmou Olson. E existem milhares de pessoas como ele – ou como o Dread Pirate Roberts – prontas para preencher essas lacunas.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 198 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal