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28/11/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Presos suspeitos de integrar maior quadrilha de fraudes bancárias do DF

Por: Ricardo Moreira

Polícia Civil diz que o grupo desviou cerca de R$ 3 milhões de correntistas. Suspeitos chegaram a comprar um supermercado para capturar dados.

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (28) dois homens suspeitos de liderar uma das maiores quadrilhas do Distrito Federal voltada à falsificação de cartões de débito, crédito e documentos bancários. As fraudes prejudicaram pelo menos dez moradores do DF, correntistas do Banco do Brasil, em valores que oscilavam entre R$ 100 mil e 300 mil. O rombo total provocado à instituição pela quadrilha pode chegar a R$ 3 milhões.

Somente uma cliente, funcionária do Senado Federal e que não teve o nome divulgado, teve R$ 230 mil desviados da conta dela. A polícia informou que há provas de que a quadrilha atuou em outros estados, como Minas Gerais, São Paulo e Bahia. Uma vítima, de Salvador, teve R$ 330 mil desviados.

O delegado-chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), Fernando Costa, não divulgou qual o método utilizado pela quadrilha para capturar dados de clientes do BB com grande movimentação bancária.

Após conseguirem informações como o número da conta corrente e agência bancária, os suspeitos fabricavam documentos que geralmente são solicitados pelos bancos para a emissão de cartões.

Esses documentos recebiam a foto de um integrante da própria quadrilha que, por sua vez, ia pessoalmente às agências para retirar os cartões e alterar senhas. A polícia apurou que o grupo chegou a pagar laranjas para transferir o dinheiro desviado das vítimas para mais de uma conta corrente.

O bando também atuava em outras frentes para tentar aumentar a sua base de dados e fraudar contas de outras vítimas.

Os supeitos instalaram equipamentos conhecidos como "chupa cabras" em um supermercado em Ceilândia e uma distribuidora de bebidas em Arniqueiras. Os estabelecimentos foram adquiridos pela quadrilha com o dinheiro das fraudes. Os suspeitos também compravam carros e motos de luxo e revendiam os veículos a preços mais baixos que os de mercado.

Márcio Moura Xavier, de 29 anos, e Diego Ferreira Sales, 30 anos, foram presos, apontados como coordenadores da quadrilha. Outros dois mandados de prisão estavam sendo executados nesta tarde, disse o delegado-chefe da DRF, Fernando César Costa. Todos os supeitos vão responder por participação em organização criminosa e furto mediante fraude.

Xavier e Sales negaram participação nos crimes em depoimento. Ambos estavam em liberdade provisória e possuem diversas passagens pela polícia. Sales tem cinco registros por receptação, estelionato, participação em quadrilha e furto mediante fraude. Xavier também já foi preso pelos mesmos crimes.

A DRF informou que não conseguiu autorização da Justiça para prender outro suspeito apontado como um dos maiores estelionatários do DF, também ligado à quadrilha.

O delegado Costa disse que Flávio Henrique Pinheiro Pereira foi quem utilizou parte do dinheiro desviado para a compra do supermercado na Ceilândia. A DRF afirma que tem provas contra Pereira, mas o pedido de prisão ainda não foi acolhido pela justiça.

Pereira tem 11 inquéritos instaurados contra ele: um por tentativa de homicídio, participação em quadrilha, furto mediante fraude e estelionato.

Operação Garoupa

A prisão realizada pela DRF é um desdobramento da Operação Garoupa (alusão ao desenho da cédula de R$ 100) , iniciada em junho deste ano.

No último dia 22 de novembro, três homens foram suspeitos de aplicar golpes contra pelo menos 19 correntistas do Banco Regional de Brasília (BRB) e também contra a própria instituição bancária.

O prejuízo ao BRB em golpes com aquisição ilegal de crédito bancário, segundo a polícia, foi de cerca R$ 1,2 milhão. Outros R$ 800 mil foram recuperados pelo BRB durante investigação interna sobre emissão de crédito.

O dano causado a clientes, após desvio de dinheiro em conta corrente, foi aproximadamente R$ 50 mil.

Os suspeitos gastaram boa parte do dinheiro obtido por meio das fraudes na compra de carros e motos de luxo, avaliados ao todo em cerca de R$ 300 mil.

Entre os suspeitos, havia um funcionário do banco que trabalhava há nove anos no BRB, justamente na prevenção de golpes bancários, afirma a DRF.

O delgado Fernando Costa informou nesta quinta-feira (28) que todos os suspeitos presos no último dia 22 conseguiram na Justiça o direito de responder pelas acusações em liberdade.

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