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27/11/2013 - ComputerWorld Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Meios de pagamentos e fraudes “made in Brazil”

Por: Hugo Costa


Como em qualquer parte do mundo, o Brasil tem suas particularidades na cultura, música, literatura e não poderia ser diferente quando o assunto são os meios de pagamentos. Para atender demandas dos consumidores locais, que muitas vezes tornam-se específicas e diferentes da realidade de outras regiões do globo, empresas que atuam no setor têm tropicalizado produtos, desenvolvido novas tecnologias e realizado adaptações em suas soluções para não perder clientes e seguir o curso de um mercado que vive em transformação constante.

São vários os exemplos que estão ‘enraizados’ no nosso cotidiano e que não fazem parte do dia a dia de outros países como o parcelamento no cartão, máquinas de cartões que precisam aceitar recarga para celular e cartão alimentação, e até o próprio chip, muito conhecido e utilizado pelos brasileiros que fazem parte da população bancarizada, mas que ainda não é muito difundido em outras localidades, como os Estados Unidos, por exemplo – por lá ainda usam o cartão somente com a tarja magnética.

E por que nós brasileiros precisamos ter à disposição tantas opções para realizar os nossos pagamentos? Eu diria que a realidade de hoje está relacionada, em partes, com o histórico dos consumidores que, desde a época em que usavam o dinheiro e o cheque como instrumentos principais para pagamento estavam acostumados com carnês e a facilidade de dividir em vezes o valor de suas compras, ou ainda saná-las com cheques pré-datados (atividades que não são praticadas em outros países. Em muitas regiões, não se ouve falar em compra parcelada). Por isso, qualquer realidade diferente dessa poderia refletir em uma adesão menor dos brasileiros a essa nova modalidade de compra.

Sem as vantagens que obtinham nos pagamentos com dinheiro e cheque, muitos consumidores poderiam simplesmente não se animar pela troca das moedas vigentes na época pelo dinheiro de plástico e, muito menos, para as demais tecnologias, que não pararam por aí.

Os meios de pagamentos continuaram (e continuam) evoluindo e se inserindo no universo da mobilidade e das tecnologias em ‘tempo real’, sem perder a essência das primeiras operações transacionais. Realidade que deveria ser mantida ou modificada? Não há como saber, mas vejo que é uma manobra da indústria que tem dado certo e mantém a satisfação dos clientes.

Nesse universo, além do bem-estar dos consumidores com relação às formas de pagamentos, observamos que os cartões de crédito, débito e pré-pagos também vieram para garantir a segurança nos pagamentos eletrônicos, pois hoje não precisamos mais carregar nem o talão de cheques e muito menos enormes quantias de dinheiro.

Em paralelo, os plásticos também ajudaram os estabelecimentos comerciais a diminuírem perdas que costumavam ter com cheques roubados e sem fundos. Hoje contamos com tecnologia em tempo real para minimizar fraudes e roubos de cartões de crédito e, além disso, empresas como emissores de cartões, credenciadoras de estabelecimentos (adquirentes) e as bandeiras para tratar desses processos de cancelamentos de compras fraudulentas.

Por falar em tecnologia, o mercado também disponibiliza soluções de back-office para auxiliar as empresas a lidarem com as diversas moedas, redes e canais de pagamentos que compõem a cadeia (inclusive mobile, web e até as mídias sociais).

São tecnologias com grandes funcionalidades para organizar todo o processo, que ao serem empregadas por trás do balcão, facilitam a conexão entre os sistemas de pagamentos tradicionais e os emergentes, geralmente construídos com tecnologias diferentes, mas que precisam se conversar para garantir a efetividade do processo de pagamento ao cliente e varejista, por exemplo, que estão na ponta de toda a cadeia.

Analisando o lado dos lojistas, o ideal é que eles se mantenham atentos e ofereçam todas essas novas tecnologias aos clientes (pagamentos por dispositivos móveis, e-commerce etc.), e ainda estejam em conformidade com as regulamentações da indústria e impostos.

Um exemplo prático, que reflete esse dilema, é quando vamos aos restaurantes e lojas e nos deparamos com avisos de que os locais só aceitam cartões de débito. Isso significa que o estabelecimento terá a garantia de que o valor gasto pelo cliente será creditado no momento em que a compra foi realizada e não em 15, 30, 60 dias (no caso de compras parceladas), como acontece com o cartão de crédito. Além do pagamento de taxas mais baixas.

Porém, obviamente, esses varejistas estarão perdendo compradores que estão dispostos a utilizar apenas os seus cartões de crédito ou que preferem fazer suas compras de forma parcelada. Para atrair todo tipo de público, o estabelecimento precisa estar preparado para aceitar cartão de crédito, débito, e até mesmo os emergentes pré-pagos, além das diversas bandeiras disponíveis no mercado.

E não pense que acabou por aí, pois essas peculiaridades que estamos discutindo se referem apenas a uma pequena fatia do bolo, que são os cartões. Se entrarmos em análises mais profundas, teríamos que contemplar todas as outras modalidades de pagamentos que citei acima e as suas características.

Outro ponto que está atrelado a toda essa discussão é a vulnerabilidade dos estabelecimentos às fraudes. Um mercado tão aberto para a criação de mecanismos para pagamentos torna-se um prato cheio para que a criatividade dos fraudadores entre em ação, seja contra as instituições financeiras, varejistas, redes adquirentes, consumidores e outros players da cadeia. Poderíamos até chamar de ‘esquemas de fraudes made in Brazil’.

Assim como as tecnologias, os fraudadores e contraventores do país têm se mostrado muito sofisticados. Com tantas possibilidades para pagamentos é comum nos depararmos com operações fraudulentas que surgem por aqui antes de se espalharem para outras partes do mundo.

Enfim, vejo que as peculiaridades do mercado de meios de pagamentos brasileiro ainda devem continuar se propagando por muitos anos, pois assim como citei no começo dessa conversa, estão enraizadas na nossa cultura e fazem parte do cotidiano do nosso consumidor.

Por isso, é importante que todas as empresas que participam desta cadeia de pagamentos, mesmo que sejam pequenas ou médias, não deixem de se atualizar e adquirir novas tecnologias, pois são diferenciais necessários à sobrevivência dos negócios. Com isso, ao mesmo tempo em que atendem as demandas do mercado local dificilmente serão engolidos por contraventores que se aproveitam da tecnologia e criatividade para desenvolver e criar novas fraudes.

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