Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIDADE DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste inédito treinamento programado para o dia 20/12 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

26/11/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Desvio com fraude em passagens foi de R$ 896 mil por mês, diz EPTC

Por: Estêvão Pires

Município informou que empresas de ônibus foram as principais lesadas. EPTC quer exigir ressarcimento de donos de cartões usados em desvios.

Alvo de críticas de trabalhadores rodoviários que realizaram uma paralisação durante a manhã desta terça-feira (26), a investigação interna da empresa pública de ônibus Carris, responsável por identificar supostas fraudes no sistema de bilhetagem eletrônica, detectou desvios estimados em R$ 896 mil por mês. A informação é do diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Capellari. “Os nossos dados são oficiais. Os desvio com a fraude foi de aproximadamente R$ 896 mil por mês, executado através de cartões sem limite de uso destinados a idosos e portadores de necessidades especiais. É um valor aproximado ”, afirmou. Segundo ele, as empresas de ônibus eram as principais lesadas.

As apurações, de acordo com Cappellari, iniciaram em março. Desde então, ocorria um desvio mensal. O caso, destacou o dirigente da EPTC, está sendo acompanhado desde o primeiro semestre pelo Ministério Público Estadual (MP). "Vamos pedir o ressarcimento de donos de 573 cartões de bilhetagem eletrônica. Todos os nomes dos proprietários foram passados ao MP", detalhou.

Enquanto isso, a Carris pretende manter as demissões de mais de 42 funcionários anunciadas nessa segunda, apesar dos protestos de colaboradores e sindicato. Apenas uma decisão judicial poderia reverter a situação, de acordo com a empresa pública. O caso deve ser encaminhado ainda nesta terça para o Ministério Público Estadual, o Tribunal de Contas do Estado e à Polícia Civil.

A companhia informou ainda que, em tese, não há riscos de punições a funcionários que não foram demitidos mas apoiaram a manifestação. Uma reunião ocorreu mais cedo entre dirigentes da Carris e representantes do principal sindicato da categoria, que pediu readmissão de quem perdeu emprego e questionou o fato de todos jamais terem sido avisados sobre o problema com antecedência.

Em contato com o G1, o funcionário da Carris Wenceslau Machado, um dos integrantes da comissão de rodoviários que protestou em Porto Alegre, disse que a categoria não recebeu explicações necessárias nem provas da fraude que ocasionaram as demissões. "Queremos uma explicação real do motivo das demissões por justa causa, eles alegaram fraude, mas até o momento não mostraram provas. Queremos uma reunião", disse.

Conclusões da Carris

De acordo com a Carris, os cobradores utilizavam o cartão TRI isento de terceiros e embolsavam as passagens que eram pagas em dinheiro. A descoberta do esquema ocorreu após um cruzamento de dados feito em parceria com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). Todos foram responsabilizados por improbidade administrativa.

"Um cartão TRI de idoso foi passado mais de 100 vezes. Um cobrador chegava a lucrar R$ 2 mil com a fraude" disse o presidente da Carris, Sérgio Zimmermann.

Delegado sindical da Carris, Alceu Weber critica a decisão da companhia. Ele alega que os funcionários não receberam explicações necessárias e nem provas da fraude que ocasionaram as demissões. Segundo Alceu Weber, apenas cerca de 3% dos cartões que eram passados pelos cobradores eram de pessoas isentas de pagamento da passagem. A grande maioria era de cartões com passe antecipado, o que não geraria prejuízo para a empresa.

"A empresa não teve muito prejuízo. Acho que os funcionários estão sendo mal tratados", disse Alceu Weber.

Valores desviados de empresas privadas são baixos, diz ATP

O gerente executivo da ATP, Luiz Mário Magalhães Sá, explicou que o sistema foi desenvolvido para que o cobrador tenha o papel de fiscalização, e que todas as empresas, tanto as privadas quanto a Carris, foram alertadas a ficarem atentas à atuação dos profissionais. Sá reconhece que também houve fraudes em empresas privadas, mas todas foram detectadas em uma verificação mensal, e os valores desviados são baixos.

"A incidência é mínima e não é concentrada. Nunca houve nas empresas privadas a junção de uma quantidade para demitir tudo de uma vez só. Mas ao longo desses seis anos, constatamos alguns casos, e a empresa toma providências imediatamente", explicou, referindo-se ao período em que a bilhetagem eletrônica é utilizada na capital gaúcha.

Sá não confirmou se parte dos R$ 896 mensais confirmados pela EPTC se referem a empresas associadas à ATP. Segundo ele, é inviável calcular o valor total fraudado por cobradores de empresas privadas. "Teríamos que ver empresa a empresa o porquê das demissões cada um dos cobradores", justificou.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 172 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2017 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal