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18/11/2013 - D24am Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MPF denuncia dez por comercialização ilegal de ouro e lavagem de dinheiro no Amazonas

Grupo é acusado de comercializar ouro extraído ilegalmente em São Gabriel da Cachoeira (AM) e mascarar a origem por meio de fusão com peças arrematadas em leilões da Caixa.

Manaus - O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) denunciou dez pessoas por crimes relacionados a comercialização de matéria-prima pertencente à União explorada ilegalmente. O grupo criminoso é acusado de comprar ouro de garimpos ilegais no município de São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros a noroeste de Manaus), ocultar a origem ilícita do metal e enviar remessas do minério para serem vendidas em outros estados.

Os denunciados vão responder por crime contra a ordem econômica, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e falsidade ideológica. Do total de réus, oito residem no Amazonas, dois deles em São Gabriel da Cachoeira. Os outros dois denunciados têm domicílio nos Estados de São Paulo e de Pernambuco.

De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF/AM à Justiça Federal, o ouro comprado de garimpos ilegais era fundido com o de peças arrematadas por integrantes do grupo em leilões da Caixa Econômica Federal. Já fundido às peças arrematadas nos leilões, o ouro era enviado pelos correios ou pelo sistema de cargas aéreas para outros estados. No período de 20 a 25 de outubro de 2010, ainda durante as investigações, foi apreendida quantidade de metal avaliada em R$ 211.500,00. Estima-se que o líder da quadrilha possuía uma movimentação mensal de aproximadamente R$ 1 milhão.

Durante o inquérito policial, foram colhidos indícios de que diferentes membros da quadrilha participavam do mesmo leilão promovido pela Caixa Econômica Federal, inclusive por meio de empresas em nome de 'laranjas', com o objetivo de aumentar as chances de arremate das peças utilizadas para mascarar o ouro extraído ilegalmente em São Gabriel da Cachoeira.

Segundo os quatro Procuradores da República que assinam a ação, a participação de pessoas do mesmo grupo utilizando diferentes empresas de fachada compromete a competitividade dos leilões, que possuem caráter de licitações públicas. As investigações em relação a essa conduta e também relacionadas à possível prática de sonegação fiscal deverão continuar.

O processo tramita em segredo de Justiça.

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