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13/11/2013 - TecMundo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Black Friday 2013 terá medidas de segurança contra fraudes, diz organizador

Por: Leonardo Rocha

Buscando acabar com o apelido de Black Fraude, direção do evento criou filtros para comparar preços, fez acordo com instituições fiscalizadoras e tomou outras precauções.

Após o grande volume de reclamações por conta de ofertas falsas na edição do ano passado, o idealizador da versão nacional da Black Friday e CEO da Busca Descontos, Pedro Eugênio, afirmou que a organização do evento está tomando medidas sérias para coibir fraudes em 2013. Entre as ações então filtros comparativos no site oficial, selos de autenticidade para as lojas físicas e digitais, parcerias com instituições de reclamação e até mesmo um código de ética.

Inspirada na já tradicional liquidação pós-Dia de Ação de Graças dos Estados Unidos, a versão brasileira teve sua primeira edição em 2010, quando movimentou R$ 21 milhões, e vem acontecendo anualmente desde então, com um crescimento considerável até o ano passado, quando causou o movimento de R$ 217 milhões. O Black Friday 2013 está marcado para o dia 29 de novembro.

No entanto, a edição 2012 da promoção também foi marcada por um número expressivo de queixas. O site especializado Reclame Aqui recebeu mais de 8 mil reclamações e também centenas de notificações do Procon contra lojas que supostamente praticaram maquiagem de preços, declarando valores habituais de produto como sendo promocionais. A má fama fez até com que o evento ganhasse o apelido Black Fraude (#blackfraude) nas redes sociais.

Tomando precauções

Para impedir que o problema aconteça novamente, Eugênio afirma que a organização do evento criou um filtro que permite a comparação da média histórica dos preços dos produtos em promoção nas lojas com os valores anunciados no dia da Black Friday, bloqueando automaticamente os casos em que houver discrepâncias. No entanto, cabe ressaltar que a triagem só vai funcionar por meio do site oficial da promoção (clique aqui).

A edição do evento deste ano deve contar com 120 lojas virtuais e uma quantidade ainda não contabilizada de lojas físicas. Os consumidores devem ter em mente, no entanto, que não são todos os produtos das vendedoras participantes que terão descontos na ocasião. Os itens selecionados como parte da promoção verdadeira poderão ser identificados pela presença do selo da Black Friday.

O Busca Descontos também firmou uma parceria com o site Reclame Aqui, que vai fornecer um canal exclusivo para que clientes insatisfeitos possam denunciar ou se queixar sobre as ofertas do evento. Além disso, um acordo realizado com o Instituto Sieve, especializado em inteligência de precificação no comércio eletrônico, vai garantir a realização da auditoria dos valores e a identificação das ofertas.

Ética em primeiro lugar

A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net) também entrou no embalo e lançou um Código de Ética para a Black Friday, buscando proteger tanto os consumidores quanto os varejistas durante o evento. As lojas online que aderirem às normas vão receber o selo Black Friday Segura, exclusivo das empresas que se comprometeram a seguir as regras.

Caso descumpram o acordo, os varejistas participantes vão receber punições que vão desde advertências até a exclusão da promoção, dependendo da gravidade da infração. Para garantir a veracidade dos descontos e avaliar ações irregulares apontadas por clientes, foi criado um conselho constituído por consultores especializados.

“Com o Código de Ética, estamos construindo um ambiente autorregulamentado, prático e didático, com regras claras às datas promocionais criadas para promover o e-commerce, tendo como base a mecânica da Black Friday”, afirmou o presidente da Câmara-e.net, Ludovino Lopes. Você pode conferir o Código de Ética completo clicando aqui.

Mas dá pra confiar?

Mesmo os mais desconfiados em relação às medidas de segurança adotadas pela organização do evento podem tomar ações para aproveitar os descontos. Segundo Fátima Bana, especialista em marketing digital e mestre em comportamento do consumidor pela UCLA-USA, é recomendado que os interessados façam uma pesquisa prévia de preços.

“Não é bom cair de paraquedas nas promoções. É melhor comparar os valores nas lojas dias antes para saber se é de fato um bom negócio”, afirmou. Quem quiser aproveitar os descontos para adiantar as compras de Natal deve fazer uma lista e checar os preços em várias lojas antes de decidir onde comprar.

Além disso, é esperado que a grande concentração de visitas no dia do evento cause lentidão e queda de acesso nos sites das lojas. Nesse caso, a especialista recomenda paciência. “Envie um email ao lojista explicando o problema. Eles certamente vão querer recuperar a venda perdida ou dar o desconto prometido”, pontua.

Deu xabu. E agora?

Caso o consumidor note alguma irregularidade, Bana recomenda que primeiro ele tente recorrer diretamente ao lojista. Se o problema não for imediatamente resolvido, é aconselhado que as pessoas que se sentirem lesadas procurem o Procon, no caso de lojas físicas, e acessem o Reclame Aqui, nas compras virtuais.

Segundo o organizador da Black Friday, muitas lojas aproveitaram a edição do ano passado para fazer suas próprias promoções, sem consultarem antes a direção oficial. Segundo Eugênio, a melhor resposta dos consumidores que sofreram com lojas que maquiaram os preços em 2012 é não comprar nelas novamente.

Fátima Bana lembra que a Black Friday é algo sério nos Estados Unidos e que a versão brasileira tem a intenção de ganhar a mesma reputação. “O evento também tem o objetivo de doutrinar os varejistas. Não temos essa cultura por aqui, o brasileiro não estava preparado para isso”, conclui.

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