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03/12/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Série Dimenor: um em cada cinco infratores de 2000 é hoje um fantasma na sociedade

Por: Natanael Damasceno, Ruben Berta e Vera Araújo


RIO - A segunda reportagem da série "Dimenor: os adultos de hoje" revela que, dos 2.363 adolescentes infratores atendidos pelo estado no ano de 2000, 475 (20,1%) não têm atualmente seus nomes na base de identificação do Detran-RJ. O dado aponta duas hipóteses preocupantes: ou esses jovens passaram pela Vara da Infância e da Juventude na época com dados completamente falsos ou não têm hoje, todos maiores de idade, um documento de identidade, condição básica de cidadania.

Esses números fazem parte de uma pesquisa, inédita no país, feita ao longo de mais de um ano pelo jornal "O Globo", com base nos mais de cinco mil processos de jovens que cometeram delitos no Rio em 2000. Na primeira reportagem a série mostrou que 52,6% dos infratores atendidos pelo estado na época já morreram ou foram flagrados cometendo crimes como adultos.

Em setembro deste ano, um caso inusitado chegou à Coordenadoria de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cdedica) da Defensoria Pública. Guilherme (nome fictício) cumpriu, durante quase quatro anos, penas em presídios como se fosse maior de idade, apesar de sua mãe ter uma certidão de nascimento que comprovava o contrário. A confusão ocorreu justamente pela quantidade de nomes falsos que o jovem, hoje com 20 anos, deu durante suas três passagens pela Vara da Infância e da Juventude do Rio.

Em 2003, na sua terceira passagem pelo juizado, Guilherme foi detido por causa de um assalto na Barra, em que simulou estar armado. Ele recebeu uma medida socioeducativa de semiliberdade, a ser cumprida numa unidade com muros baixos, e fugiu assim que chegou. No mesmo ano, foi recapturado pela polícia e deu outro nome falso. Isso acabou criando um novo problema: respondeu pelo roubo, também como maior, na 29 Vara Criminal.

- Fugi e me recapturaram. Os policiais disseram que eu era "dimaior" e me puseram na cadeia. Minha mãe levou minha certidão de nascimento, mas eles disseram que o documento não provava nada e que eu poderia arrumá-lo em qualquer esquina. Assim, eu cheguei ao presídio com 17 anos - conta.

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