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01/11/2013 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Força-tarefa desarticula esquema milionário

Por: Bruno de Castro

Operação Blokk cumpriu três mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em cinco cidades cearenses.

Após cinco anos de apuração de informações e dois anos de investigações oficiais, a Força-tarefa Previdenciária do Ceará deflagrou, ontem, a “Operação Blokk”, que prendeu três pessoas acusadas de fraudes ao sistema de concessão de aposentadorias rurais e urbanas.

Elas seriam responsáveis pela inserção de dados falsos no programa eletrônico do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pela falsificação de documentos para o cadastro de pessoas (e/ou seus dependentes) fora do perfil de recebimento do benefício.

O esquema funcionaria em Russas, município da Região do Jaguaribe distante 160,1 quilômetros de Fortaleza. Dentre os detidos está um funcionário da agência acusado de facilitar as fraudes mediante pagamento de propina.

As outras duas pessoas são apontadas como intermediárias. “Elas sondam os servidores e, quando encontram algum disposto a participar do esquema, iniciam as atividades”, explicou o superintendente da PF no Ceará, Renato Casarini Muzy.

O número de envolvidos, no entanto, pode ser maior, estimam PF, Superintendência do INSS no Nordeste e Ministério Público Federal (MPF). É o que deve indicar a análise dos milhares de processos e computadores recolhidos ontem do prédio de Russas, das agências de Jaguaribara, Tabuleiro do Norte, Quixeré e Limoeiro do Norte (onde pode haver ramificação do esquema), de sindicatos rurais e das casas dos já presos. Para ter acesso a esses documentos, a força-tarefa cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

Investigação

Todos esses processos serão avaliados. Nem todos podem ser fraudulentos. A Polícia acredita, porém, que desvios acontecem desde antes do início da apuração, em 2008. Como as diligências ainda estão em andamento, não se pode precisar o tamanho do rombo aos cofres públicos. “Mas já é uma perspectiva da ordem de milhões, pelo apurado até agora”, adianta o delegado regional de combate ao crime organizado da PF, Wellington Santiago da Silva.

Segundo ele, a força-tarefa chegou até os já presos e outros suspeitos ao receber denúncias de funcionários do próprio INSS e o serviço de inteligência do instituto detectar anormalidades na concessão das aposentadorias.

Além de análises processuais dos pedidos de benefícios, foram feitas interceptações telefônicas e quebras de sigilos bancários. “Foram realizados levantamentos de campo em torno de todos os investigados. A coleta de provas foi bastante aprofundada”, pontuou Santiago.

Esquema

Como funcionava o esquema, segundo as investigações:

1. Funcionário do INSS é sondado por membro da quadrilha para integrar o esquema, que também busca por vítimas já cadastradas no sistema da Previdência (para incluir dados falsos) e quem poderia se passar por beneficiário. Sindicatos rurais também são envolvidos na trama.

2. Cooptado o servidor, os dados começam a ser colocados no sistema. Ele também agiliza a inclusão de falsos beneficiários, muitas vezes agricultores em busca de aposentadorias rurais.

3. De posse de documentação falsa, o pseudobeneficiário procura a agência e tem a inclusão do seu nome facilitada pelo servidor que aceitou participar do crime e também é responsável pela inclusão de dados falsos em perfis já existentes.

Serviço

Para colaborar com as investigações

Onde: Superintendência da Polícia Federal no Ceará (avenida Borges de Melo, 820, Bairro de Fátima, em Fortaleza)

Telefone: 3392 4900

Saiba mais

O termo “Blokk” foi escolhido para a operação, segundo o delegado Wellington Santiago, como referência à tentativa de “bloquear a sangria” dos benefícios irregulares.

Os presos serão indiciados por corrupção passiva e ativa, estelionato e inserção de dados falsos no sistema de informação da Previdência. Se denunciados e condenados, podem pegar penas de cinco a 12 anos de prisão. A PF não divulgou os nomes dos presos porque o processo corre em segredo de justiça e “para não atrapalhar as investigações.”

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