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01/12/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Pilotos compram certificados de horas de vôos falsos na Anac

Por: Geralda Doca


BRASÍLIA -Uma fraude dentro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por fiscalizar e garantir a segurança do transporte aéreo, pode pôr em xeque a credibilidade do sistema. O esquema envolve a venda de horas de vôo, a chamada hora "bic" ou "fake", para atestar nas carteiras de pilotos uma experiência que eles não têm. As horas falsas são incluídas na base de dados da Anac sobre pilotos. As irregularidades envolvem concessão de licenças para piloto-privado, comercial e de linha aérea, de habilitação para vôos por instrumento e de certificados de mecânicos de aviões sem a realização de treinamento, prova escrita e prática, como exige a legislação.

A fraude está sendo investigada por sindicância da Corregedoria da Anac há três semanas, depois de indícios de irregularidades no setor de qualificação profissional subordinado à Superintendência Operacional, no Rio. Segundo relatório ao qual o GLOBO teve acesso, foram detectados 16 processos com irregularidades, a maioria referente a co-pilotos de helicópteros. Há também casos de pilotos de linha aérea e mecânicos.

O esquema teria ajuda de funcionários da Anac, inclusive militares da Aeronáutica, que cobrariam propina para esquentar as carteiras. Eles anotavam na CIV (Carteira Individual de Vôo) horas de vôo inexistentes e, de posse de senha de acesso ao sistema, incluíam dados irregulares na base de dados.

A assessoria de imprensa da Anac confirmou as suspeitas de irregulariades e a realização de sindicância para apurar os fatos. Segundo a assessoria, foi a própria gerência regional que descobriu o problema e acionou a Corregedoria.

A nova denúncia é mais um problema para a Anac, na berlinda desde o início da crise aérea que o país atravessa. Por causa do caos, a agência começou a sofrer baixas em seu colegiado no dia 24 de agosto, com a renúncia de Denise Abreu, diretora de Serviços Aéreos e Relações com Usuários. No final de outubro, a CPI do Apagão Aéreo no Senado aprovou o pedido de indiciamento de Denise .

Ainda em agosto, deixou o cargo Jorge Luiz Brito Veloso, da diretoria de Segurança Operacional. Em setembro, renunciaram o diretor de Relações Internacionais e Estudos, Pesquisas e Capacitação, Josef Barat, e o diretor de Infra-Estrutura Aeroportuária, Leur Lomanto.

No fim de outubro, o último remanescente da antiga diretoria, Milton Zuanazzi, entregou a carta de renúncia ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após meses de divergências públicas com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

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