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24/10/2013 - Decision Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fraudes de cartões crescem 327,5%

Por: Rodrigo Aron


Os criminosos estão se dedicando cada vez mais às fraudes eletrônicas na cidade de São Paulo, trocando roubos comuns por golpes com cartões de crédito, segundo pesquisa da Insper- Instituto de Ensino e Pesquisa. O levantamento, feito com 10.967 pessoas nos anos de 2003, 2008 e 2013, compara as taxas fraudes neste período.

De acordo com o levantamento, a fraude em cartão de crédito teve um aumento expressivo de 327,5% entre o período de análise. Em contra partida, outras modalidades de golpes sofreram queda: o uso de dinheiro falso diminuiu 47,9% e o de cheque sem fundo reduziu em 50,1%.

Para o setor de e-commerce, este cenário insere muitos desafios aos já existentes, como consolidação do conceito no País, exigências legislativas e o atendimento a todo o território nacional. Em entrevista à Risk Report, Alexandre Cagnoni, diretor da BRToken e especialista em tecnologia de segurança digital para o combate a fraudes eletrônicas, comenta os principais obstáculos dos varejistas para assegurar processos de venda online.

Risk Report: Qual o desafio do e-commerce em adotar soluções de segurança?
Alexandre Cagnoni: Grandes varejistas adotam algumas soluções e serviços de segurança, principalmente no que se refere à análise de perfil. Porém, nesses casos, nem sempre a decisão é acertada, nestes momentos, ou a fraude ocorre, ou a compra é negada.

Um dos principais fatores que levam os varejistas a não adotar uma solução de autenticação forte ou uma dupla validação do carrinho de compra é o temor por se criar um passo a mais para os clientes, e causar com isso a desistência da compra, além dae migração para outro site de comércio eletrônico.

RR: Quais as formas mais comuns dos cibercriminosos efetuarem roubos de dados dos cartões de crédito?
AC: Existem diversas formas de roubo dos dados, sendo três as mais comuns: extração dos dados do cliente e cartão de um site de comércio eletrônico corrompidos; cópia dos dados do cliente em pontos de venda; e vírus ou cavalos de tróia no PC do usuário que, ao digitar os dados para fazer uma compra em um site, o vírus extrai esses dados e envia para um site de fraudadores.

Esta última forma, ou mesmo por meio do uso de um site falso para que o usuário digite os dados, devem se tornar cada vez mais comuns, pois costumam ser eficazes e não dependem de uma posição geográfica para isso. Existem ainda quadrilhas que compram dados pessoais roubados na internet e utilizam para solicitar um cartão de crédito no nome do cliente, fazendo-se passar pela vítima.

RR: É possível identificar o perfil do fraudador de cartões?
AC: O fraudador normalmente é aquele que tem facilidade em negociar produtos roubados. A compra de um eletrodoméstico em um site usando o cartão de outra pessoa, não é muito diferente de se roubar uma carga de um caminhão ou depósito. O fraudador procura usar rapidamente os dados do cartão, antes que a fraude seja detectada. De posse dos produtos, negocia livremente em redes sociais ou sites de livre negociação de produtos.

RR: Quais as possíveis soluções de combate ao roubo de dados de cartões de crédito?
AC: Para evitar ser uma vítima de fraude, o usuário precisa evitar o roubo dos dados fisicamente em um ponto de venda. O ideal é estar sempre presente quando o cartão for passado ou inserido no POS. Por mais seguros que sejam os sites, vulnerabilidades sempre surgem e fraudadores podem se aproveitar destas para roubar os dados do seu cartão.

Infelizmente os números mostram que existe uma tendência a crescer cada vez mais esse tipo de fraude. Cabe aos sites de comércio eletrônico mostrar cada vez mais preocupação com a segurança do cliente e até mesmo usar isso como uma ferramenta de marketing.

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