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20/10/2013 - Diário do Sudoeste / FolhaPress Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresas brasileiras não proíbem suborno explicitamente, diz ONG

Por: Clara Roman


SÃO PAULO, SP, 20 de outubro (Folhapress) - As grandes companhias brasileiras não têm regras explícitas para orientar seus funcionários sobre pagamento de subornos, segundo Alejandro Salas, diretor regional das Américas da ONG Transparência Internacional.
O país ficou em penúltimo lugar entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em ranking sobre combate à corrupção e transparência corporativa organizado pela ONG, tendo melhores práticas do que a China. A Índia ficou em primeiro lugar.
O relatório calculou uma média da pontuação das empresas por país. Companhias indianas atingiram a melhor pontuação geral (5,4) em uma escala de 0 a 10, em que zero indica menos transparência. Em seguida vêm a África do Sul (5,1), a Rússia (4,3), o Brasil (3,4) e, por último, a China (2).
"As14 empresas brasileiras analisadas não têm regras explícitas para que seus funcionários não paguem suborno", afirma. Isso não significa, segundo ele, que as empresas sejam corruptas.
A pesquisa "Transparência na Relação Corporativa: Avaliando Multinacionais de Mercados Emergentes" analisou cem grandes empresas de 16 países emergentes - 75% delas estão localizadas nos Brics.
A ONG avaliou o nível de transparência das empresas com base em três critérios: a adoção de programas anticorrupção (de combate ao pagamento de propinas até proteção a delatores), transparência organizacional e informações divulgadas ao país onde estão baseadas (de lucros a pagamentos de impostos).
Segundo Salas, outra coisa que pode estimular a corrupção no Brasil é a burocracia. A enorme dificuldade em realizar etapas administrativas, como regularizações ambientais, por exemplo, abre mais "oportunidades" para o pagamento de subornos.
Um passo simples para melhorar esses indicativos é publicar quantos contratos do governo a empresa possui, quanto paga de imposto, quanto doou para campanhas. Para Salas, a questão eleitoral é central. "É precisa ter uma reforma política que controle o dinheiro que sai do setor privado para os políticos. Precisa ter mais transparência em doações", afirma ele. CNI
Pablo Cesário, gerente-executivo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), afirma que a corrupção é um limitador de competitividade das empresas. Segundo ele, as empresas veem a corrupção como algo negativo porque é um custo incerto, imprevisível. "É um problema cultural que precisa ser atacado de todos os lados", diz.
O World Economic Forum (Fórum Econômico Mundial), que realiza pesquisas sobre a economia mundial, coloca o Brasil na 56º posição, de 114, em um ranking de competitividade. Entre as principais razões para a baixa competitividade do país essão justamente a falta de eficiência do governo, a corrupção e a baixa confiabilidade dos políticos.
A CNI está realizando um trabalho junto com a CGU (Controladoria Geral da União) para a implantação da Lei 12.846, que responsabiliza o setor privado por práticas de corrupção e que entra em vigor no início do que vem.
Cesário afirma que está orientando as empresas sobre práticas como implantar códigos de ética claros, ter políticas explícitas de combate à corrupção e implementar treinamentos nesse sentido. Outra questão que pode ajudar a prevenção é a criação de canais de denúncia anônima. Segundo ele, ainda há muitas dúvidas do setor sobre qual será o detalhamento da lei e sobre como melhorar o controle interno das companhias.

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