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04/05/2006 - Gazeta de Ribeirão Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Indulgência plenária

Por: Isaías Pessotti


Primeiro, Lula negou os trambiques de seu governo com o valerioduto. Depois, diante das evidências, afirmou , patético: "Se for preciso vamos cortar na própria carne". Depois ainda, quando José Dirceu se complicou, passou a dizer que não sabia de nada. (Collor também não sabia de nada. Tal como Médici, Menem ou Pinochet).

Mais tarde posou de vítima, "apunhalado pelas costas" atribuindo ao PT toda a culpa e o ônus de punir os culpados. Na verdade o governo passou a comandar uma gigantesca ofensiva de acobertamento dos crimes, com toda sorte de manobras, para proteger os criminosos do mensalão e do valerioduto. Como ministros, deputados e dirigentes do PT. Foi uma série indecente de trambiques parlamentares, coroada pela torpe absolvição dos mensaleiros. Com dança e aplausos.

Foi apenas o velório da ética. O enterro foi em 30 de abril, quando em encontro nacional o PT decidiu oficialmente que, antes das próximas eleições, não investigará as denúncias (crimes, na verdade) que envolvem membros do partido. Ou seja: nada será investigado. Pois se o PT ganhar, tudo será festa, indulto geral. Se perder, os investigadores do partido, desautorizados, afundarão junto com os denunciados. O que houve foi uma "indulgência plenária", por todos os crimes ou pecados dos "companheiros" corruptos e/ou corruptores. Eles podem enriquecer e trambicar à vontade, com verbas, cargos e dinheiro público, desde que tragam votos para o partido.

A corrupção, quando útil ao partido, já não é crime, torna-se virtude. O único projeto é manter o poder, não importa por quais meios. A mesma tática que levou o PT ao governo. Além de explorar a ingênua confiança popular nas promessas de Lula, o partido criou métodos, eficazes, de financiamento de campanhas eleitorais, como o valerioduto e o mensalão. Agora, o PT decidiu: jamais punirá seus membros implicados nesses trambiques. No último dia 30 o partido sepultou a ética. Indultou, de uma vez, todos os envolvidos em crimes políticos ou eleitorais. Concedeu-lhes "indulgência plenária". Embora "in articulo mortis".

Favorecido pela decisão do PT, Lula continua sua campanha eleitoral alardeando a auto-suficiência do Brasil em petróleo. Só não diz que o petróleo nacional é suficiente porque o crescimento econômico do país é o menor de toda a América Latina (exceto o devastado Haiti). Se o país crescer ainda menos o petróleo vai até sobrar.

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