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30/09/2013 - Portal Exame Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Os falsos movimentos nas bolsas de valores

Por: Artur Oliveira


Existem dois movimentos básicos nos mercados acionários: as altas motivadas por recompras de ações e as valorizações catalisadas por rumores sobre algo que poderá ser concretizado no futuro – o sobe no boato e cai no fato. Tais movimentações sinalizam para os investidores bons pontos de entrada e saída das operações de renda variável.

Recompra de ações.

Imaginemos que os prospectos para um determinado setor seja tenebroso e, dessa forma, os investidores iniciam uma forte venda dos ativos de empresas relacionadas com o segmento em questão. Na medida em que as notícias ganham a grande imprensa fica evidente a assimetria de informação: os investidores ‘atrasados’ passam também a vender os papéis e, por conseguinte, a reforçar a tendência negativa.

Acontece que os grandes players do mercado – fundos de pensão, bancos de investimentos, seguradoras, dentre outros – utilizam sofisticados sistemas de gerenciamento de risco e, portanto, em determinados patamares, os grandes investidores tenderão a realizar lucros no sentido não apenas de diminuir a exposição ao setor, mas também tornar parte dos recursos disponíveis para outras possibilidades.

Assim, é muito comum que, sem um motivo específico, as ações bastante ‘castigadas’ tenham altas inusitadas em determinadas pregões em decorrência da recompra dos ativos por aqueles que assumiram posições vendidas. Vale lembrar que uma queda no volume de negociação desses papéis costuma preceder a finalização das operações.

Porém, o risco é que altas acentuadas e corroboradas por volumes financeiros significativos costumam atrair compradores desavisados, que confiantes na reversão da tendência baixista adquirem ações precipitadamente sem compreender que se trata meramente de um repique. A recuperação dos preços se limita às faixas de preços de recompras estabelecidas pelos vendedores e, dessa forma, aqueles que compram ativos se frustram rapidamente.

Sobe no boato e cai no fato (Exemplo do possível calote norte-americano).

Um movimento bastante curioso e de difícil explicação caracterizado por uma alta acentuada pela expectativa de algo acontecer seguida de uma realização de lucros igualmente forte na confirmação do evento esperado.

Um exemplo: os Estados Unidos deverão descer o abismo fiscal, exceto se democratas e republicanos concordarem em elevar o teto da dívida, permitindo que o governo emita mais títulos e assim possa manter a máquina pública funcionando. Apesar dos riscos, os investidores, sob a crença que a maior potência econômica do mundo cujo endividamento é considerado um inabalável ’porto seguro’ , dão de ombros frente à possibilidade de um calote.

Em alguns momentos de 2012, quanto mais se falava em um eventual calote norte-americano, menores eram os juros cobrados sobre os títulos da dívida dos Estados Unidos e mais as bolsas de valores buscavam uma tendência altista. Vale destacar, que o S&P 500 e o Dow Jones atingiram patamares históricos em 2013 em meio às incertezas sobre o abismo fiscal, a crise da dívida soberana na Europa e uma evidente desaceleração econômica da China.

Assim, à alta que antecipa o rumor – no caso exposto, a expectativa que os Estados Unidos não desceriam o abismo – pode ser creditada a confiança inabalável que o mundo deposita nos títulos da dívida norte-americana. Por outro lado, a costumeira realização que ocorre frente à confirmação que o pior não aconteceu (a insolvência do governo americano, nesse caso) se dá por conta de alguns fatores que exponho a seguir.

Primeiro, que no caso do teto da dívida americana nada foi resolvido, já que o que ocorreu foi um acordo para empurrar o problema para frente. Dessa forma, a falta de solução traz incertezas e, por conseguinte, hesitação em investir em renda variável.

Segundo, que a não solução incorre em impactos substanciais na economia norte-americana, já que caso o teto da dívida não seja ampliado, muitos funcionários do governo serão demitidos e muitas empresas que possuem contratos com a administração pública – seja na esfera federal, estadual ou municipal – terão os termos revisados e, fatalmente, reduzidos. Perspectivas econômicas negativas provocam realizações de ativos.

Consideração final.

E lembremos que os Estados Unidos ainda se recuperam da crise financeira de 2008. Conjecturando, talvez por entenderem que uma desaceleração na recuperação econômica norte-americana frente às incertezas políticas adiará o ímpeto do Federal Reserve em recuar em sua política monetária, os investidores esticam os preços dos ativos em meio às discussões sobre a elevação do teto da dívida.

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