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02/10/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeito de envolvimento em fraude de doações de carros é morto no Pará

Nicanor da Silva faria as negociações de veículos desviados do Governo. Fraude teria gerado prejuízo de R$ 15 milhões.

Um dos principais suspeitos de participação na fraude da doação de carros do Governo do Estado do Pará para fundações filantrópicas morreu na última terça-feira (1º). Nicanor Joaquim da Silva foi atingido com um tiro na cabeça enquanto dirigia um carro na Alça Viária, e pode ter sido vítima de execução. Para o Ministério Público do Pará, ele era testemunha chave para esclarecer o caso.

A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a morte da vítima, mas as investigações seguem em sigilo.

Nicanor estava internado no Hospital Metropolitano, em Ananindeua, desde a última sexta-feira (27), quando foi baleaoa. O homem era tido como um dos suspeitos no processo de doações fraudulentas de veículos do Governo para entidades que seriam beneficiadas.

De acordo com o Ministério Público, ele era peça importante no esquema porque seria responsável por fazer as negociações dos veículos desviados. Para um dos promotores do caso, Sávio Brabo, o assassinato de Nicanor pode ter relação com o envolvimento dele nas fraudes. "Pela maneira como foi a execução, porque não roubaram nada dele, apenas deram um tiro na cabeça com requintes de execução. Ele, a qualquer momento, poderia revelar toda a verdade que está por trás deste véu destas doações de carros a entidades de interesse social", explica Brabo.

Fraude

As investigações do MP apontam que Nicanor da Silva era amigo pessoal da coronel da reserva da PM, Ruteleia Guimarães. Outras quatro pessoas, entre elas o sargento da PM Raimundo Nonato Souza Lima, também são acusadas de envolvimento. Todos foram presos em dezembro do ano passado, mas em janeiro deste ano conseguiram habeas corpus e respondem em liberdade.

Segundo a promotoria, Ruteleia, na função de diretora logística da Polícia Militar, teria doado viaturas da PM a instituições, entre elas a fundação Pestalozzi, mas as entidades nunca receberam os veículos.

Para o Ministério Público, veículos da Polícia Civil, das Secretarias de Saúde, Educação e Segurança Pública do Estado também teriam sido desviados. Ao todo seriam 1.500 veículos. A estimativa é de que o prejuízo tenha sido de R$ 15 milhões.

O caso foi descoberto quando verificou-se que os veículos que deveriam ir para as entidades estavam circulando em outros estados depois de serem vendidos. Os carros foram multados nestes locais e as multas eram enviadas para Belém.

De acordo com o promotor militar, Armando Brasil, Nicanor seria ouvido este mês na Justiça Militar do Estado, em que a coronel Ruteleia e o sargento Raimundo Lima são réus. Para o promotor, a morte de Nicanor pode atrapalhar as investigações contra outros suspeitos.

"O depoimento dele poderia realmente nos ajudar a esclarecer o envolvimento de outros oficiais da Polícia Militar, inclusive oficiais que já exerceram o Comando Geral da PM. Então, realmente o depoimento dele era de suma importância para o esclarecimento dos fatos", vaticina Brasil.

A defesa da coronel Ruteleia Guimarães garante que as doações feitas na gestão dela foram legais. O sargento Raimundo Nonato Silva não foi localizado para comentar o caso.

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