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03/10/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Assessor de deputado federal do Tocantins recebeu dinheiro de doleiro

Gravações mostram conversas de Fayed com o deputado Eduardo Gomes. Operação Miquéias investigam desvios de fundos previdenciários.

A Polícia Federal (PF) encaminhou nesta quarta-feira (2), para o Supremo Tribunal Federal, o inquérito da Operação Miquéias pelo envolvimento de parlamentares em desvios de fundos de pensão previdenciários e lavagem de dinheiro. A quadrilha seria comandada pelo doleiro Fayed Traboulsi que teria desviado R$ 300 milhões, em 18 meses, em todo o país.

Conforme investigações da PF do Tocantins, estariam envolvidos no estado o ex-presidente do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev), Rogério Villas Boas, que pediu exoneração após as denúncias, e o deputado federal licenciado, Eduardo Gomes, que atualmente ocupa o cargo de Secretário de Esportes e Lazer do Estado.

Pagamento de faturas de cartão de crédito e depósitos em conta corrente do ex-presidente do Igeprev teriam sido feitos por Traboulsi. Já em relação ao deputado, o Jornal Nacional divulgou novos trechos de conversas entre o deputado licenciado e o doleiro. Em um deles, Gomes diz ao doleiro: “Vou pegar o prefeito [Ronaldo Dimas de Araguaína] e vou para aí” e Fayed responde: “Então eu já tô no escritório, tô chegando, tá?.” E o deputado diz. “Então está bom”.

A PF informou ainda que foram encontrados dois depósitos de R$ 100 mil na conta de um assessor do deputado. As transferências foram feitas por empresas e pessoas ligadas ao doleiro.

Foi apreendida também uma agenda de Fayed com anotações de valores (R$ 60 mil, R$ 250 mil e R$ 100 mil), ao lado do nome de Gomes. A PF não informou de que se trata os valores.

Escutas

Na primeira gravação divulgada pela polícia, o doleiro conversa com Gomes e o deputado diz: “Eu estou chegando aí. É que o prefeito está em outro carro. Ronaldo Dimas é o nome dele.” Em um outro momento, Fayed conversa com uma das mulheres que trabalha com ele, para que ela atenda o prefeito no apartamento de Gomes. “Deixa eu te perguntar uma coisa, mas fica à vontade para responder: você poderia atender o prefeito de Araguaína agora? Se não puder eu remarco para amanhã.”

O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas, afirmou que não houve nenhum tipo de negociação com o grupo. “Todo o recurso do instituto de previdência está aplicado em bancos federais”, enfatizou, acrescentando que não houve nenhum contato com o grupo, “nem por telefone nem pessoalmente”.

Para o Jornal Nacional, o deputado Eduardo Gomes disse que apresentou prefeitos ao doleiro, mas que eles não fecharam negócios, além disso, ele afirma que vai apurar os depósitos feitos na conta do funcionário dele.

Desvios

O Igeprev está sendo investigado pelo Ministério Público, desde o ano passado, para saber se houve prejuízos nas aplicações financeiras e nas retiradas antecipadas de dinheiro do Igeprev. Uma auditoria do Ministério da Previdência Social revelou que o governo aplicou o dinheiro do órgão em três empresas ligadas ao doleiro. Cerca de R$ 272 milhões foram investidas em operações de risco.

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