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03/10/2013 - Jornal Floripa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Civil procura líder da quadrilha de palhaços que deu golpe nas ruas de Florianópolis

Houve perseguição, buscas em apartamento na Praia Brava e seis integrantes conduzidos à delegacia.

Uma vela do santo das causas urgentes acesa, um pacote de frango descongelando na pia da cozinha, roupas espalhadas pelo chão. Os indícios no apartamento do líder da quadrilha dos palhaços levaram policiais a acreditar que ele deixou às pressas o local, ao meio-dia desta quarta-feira.

Percival de Souza, 37 anos, natural de Ribeirão Preto (SP), passou a ser procurado pela Polícia Civil pelo crime de estelionato com a abertura do inquérito na 1a DP da Capital, nesta quarta. O DC teve acesso à residência e acompanhou a perseguição ao suspeito pelas ruas do Norte da Ilha. Com base em depoimentos de integrantes do bando, a polícia acredita que Percival lucrava R$ 60 mil por mês.

Sem antecedentes criminais, casado, três filhos, o líder da quadrilha alugou um Sandero preto e um apartamento em um condomínio com piscina na Praia Brava, Norte da Ilha, desde fevereiro passado.

Confeccionou uniformes com a figura de um palhaço fofo e sorridente e o logotipo Mensageiros do Amor para seus aliciados usarem nos sinais de trânsito de Florianópolis. Algumas dessas roupas estavam secando no varal do apartamento alugado por Percival para hospedar parte do grupo quando o agente Ricardo Cavalcanti e equipe chegaram, por volta das 17h desta quarta.

Um dos integrantes que mora ali - no mesmo bairro do apartamento de Percival - e que foi conduzido com outros cinco suspeitos para a delegacia, disse que veio de São Paulo para participar do "projeto" há dois meses.

— Fizemos duas apresentações para crianças e doamos uma cesta básica até agora — contou o rapaz.

Com peruca colorida, nariz e roupa de palhaço, dez pessoas vendiam cada uma, por dia, cerca de 150 cartões postais com imagens de filhotinhos de gato e cachorro, em nome de instituições que cuidam de crianças em Florianópolis.

Advogados, aposentados, jornalistas, policiais, taxistas esperando o sinal abrir, se comoveram com a apelação e acabaram doando R$ 2 por cada cartão para ajudar crianças carentes ou internadas no Hospital Infantil Joana de Gusmão. Nenhuma dessas crianças até hoje recebeu um centavo arrecadado, de acordo com as entidades, que nunca autorizaram o uso de seu nome pelo grupo.

— Pelo que se vê, trata-se de crime de estelionato. Essas pessoas vendiam os cartões usando indevidamente o nome das instituições e sem repassar os valores. Estamos pegando depoimentos e reunindo elementos para, se for necessário, ao final do inquérito, pedir a prisão preventiva do líder — disse o delegado titular da 1a DP da Capital, Arilton Zanelatto.

Fuga e perseguição na Brava

Um calhamaço de envelopes de depósito em branco e roupas de palhaço foram apreendidos pela polícia no apartamento de Percival de Souza. O líder da quadrilha deixou a casa por volta das 7h desta quarta, retornou e voltou a sair ao meio-dia. Disse ao porteiro que ficaria 20 dias fora.

Percival tentou levar uma das integrantes com ele para São Paulo, mas a mulher preferiu dar queixa na delegacia. Ela contou que o líder disse que voltará na temporada. Outras três jovens que trabalhavam com Percival pegaram o ônibus das 15h30min no Terminal Rita Maria rumo a Ribeirão Preto.

À tarde, depois das buscas no apartamento do líder, os policiais estavam em frente do condomínio quando o porteiro viu um Sandero preto idêntico ao de Percival chegando na esquina. O carro deu meia volta e fugiu.

Em segundos, os policiais começaram a perseguição pelas ruas do bairro em alta velocidade com pneu cantando e manobras radicais. Parecia cena de filme. Apesar do esforço, o Sandero sumiu. A Polícia Militar Rodoviária montou barreira na SC-401. Seis pessoas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. As buscas pelo líder da quadrilha continuam.

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