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30/04/2006 - Última Hora News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Show da Fé

Por: Gabriela Borsari


A cada dia que passa mais igrejas são abertas. Em cada quarteirão há um salão cheio de bancos para as pessoas entrarem e mudarem suas vidas. E neste aspecto, as igrejas evangélicas são a maioria e nem sempre têm ligações entre si, fazendo com que cada uma tenha as suas próprias regras.

O pastor Tiago Alexandre Rodrigues da Silva, da igreja “A Palavra de Deus” , próxima à Rodoviário de Campo Grande, explica que nem sempre a imagem que se tem das igrejas é correta. Nesta igreja eles tentam ajudar as pessoas que aprecem pedindo ajuda, que possuem uma assistente social todas as tardes trabalhando na igreja.

Ao dizer sobre o dízimo, ele comenta que não existe uma porcentagem obrigatória, mas de acordo com a vontade. “Se eu chegar aqui e estiver com vontade de dar R$ 0,10 centavos, eu vou dar isso, mas se a minha vontade for de dar R$ 100,00 reais, é isso que eu vou dar. Aí, fica uma situação complicada, na hora do desespero, em que a pessoa não tem mais a quem recorrer, quanto que ela seria capaz de ofertar para obter uma graça?

Ao ser questionado se a igreja possui algum trabalho de assistência às pessoas que vivem perto da rodoviária, como mendigos, alcóolatras e prostitutas, ele responde que aceitam qualquer tipo de pessoas, mais ao menos tempo não podem mudar a realidade da Rodoviária, porque eles não podem obrigar as pessoas a mudarem de vida.

Já o pastor Jorselino Pereira Nantes da Assembléia de Deus da Avenida Afonso Pena, diz que o princiapal motivo que leva as pessoas à igreja são os problemas espirituais. Segundo ele, a partir do momento em que Adão e Eva pecaram, eles quebraram a santidade, o pecado faz das pessoas escravas e assim comoça a entrar nos vícios, mas para elas se salvarem independe da igreja, mas sim do livre arbítrio, por isso pessoas que se prostituem, bebem e se drogam continuam nessa vida.

Em relação ao dízimo, ele diz que é 10% da renda e que isso é uma lei divina. Em nenhum momento eles obrigam as pessoas a contribuirem, mas completa, “ a pessoas pode vir aqui e não ajudar em nada, e ninguém vai cobrar, mas será que é justo ele ter um lugar, banco para sentar, som para ouvir e luz elétrica e não ajudar com nada?”

No dia 30 de março deste ano, a dona de casa Elisangela Chaves dos Santos, de 30 anos, registrou um Boletim de Ocorrência acusando o pastor Paulo, que trabalha na Igreja Universal do Reino de Deus de estelionato. Segundo ela, procurou o pastor quando seu filho de 1 ano e seis meses estava internado na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da Santa Casa de Campo Grande, depois de uma operação para recomposição do aparelho gastrointestinal.
De acordo com Elisângela, o pastor disse que ela estava cheia de demônios e que pra se livrar deles, era preciso que doasse todo o seu dinheiro à igreja. Elisangela tinha acabado de receber a pensão do menino, que também nasceu com paralisia cerebral e por isso recebia um seguro, e doou os R$ 1.200,00 ao pastor.

No dia 19 de dezembro do ano passado, a criança veio a óbito e a mãe entrou em depressão. Recuperada, ela buscou a Igreja Universal do Reino de Deus para tentar entender o que aconteceu. Lá um dos pastores disse que seu filho tinha morrido porque ela não tinha doado todo o dinheiro que possuía.

Ela ainda tentou reaver a quantia, pois afirmou que está passando por dificuldades financeiras, mas o pastor disse que nada poderia fazer e que não adiantava ela tentar reaver a quantia, pois a Igreja está amparada perante a Lei.

Este é apenas um dos inúmeros casos em que as igrejas se aproveitam do desespero das pessoas para arrecadar mais ofertas.

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