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21/09/2013 - Diário de Cuiabá Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatários modernizam golpe


Até o velho “golpe do bilhete premiado” se modernizou. Antes, quando uma dupla de estelionatário encontrava uma vítima falando do bilhete premiado, levavam a pessoa até uma lotérica para checar a numeração. Agora, os falsários utilizam tablet ou smartphones, mostrando o site da Caixa com o número premiado. Em alguns casos, aparece um terceiro golpista se passando por funcionário da Caixa, incluindo um falso uniforme e um falso crachá. A vítima acaba acreditando nas informações.

Segundo o delegado Fábio Modesto, da Delegacia de Estelionato e Outras Fraudes, neste ano, quatro vítimas registraram queixa na Polícia. O número, no entanto, pode ser maior porque muitas pessoas ficam com vergonha e não procuram a delegacia. Os policiais calculam ao menos uma dúzia de golpes aplicados.

“Como se trata de um golpe antigo, muito conhecido e comentado, a gente acreditava que não teríamos mais pessoas caindo nele”, observou o delegado.

O prejuízo para as pessoas é grande, entre R$ 15 e R$ 30 mil, dinheiro retirado de uma conta ou aplicação para entregar para uma dupla – ou até trio – de falsários. Além disso, a vítima não tem mais esperança de reaver o dinheiro.

Policiais que investigam os casos disseram que muitas vítimas chegam com muita vergonha e acabam até chorando diante do prejuízo que teve e nem sabe como contar para a esposa ou marido.

No entendimento do delegado, o cuidado para não cair no golpe é a barreira psicológica que a pessoa tem que criar, pois falar em bilhete premiado é pensar que se trata de um golpe. “Mas como muitas vezes a pessoa acaba percebendo que pode ficar rica, isso derruba qualquer barreira. Todo cuidado é pouco”, alertou.

O delegado lembrou que para simular um bilhete premiado, o estelionatário pega o número já sorteado da loteria e faz um jogo, conseguindo um comprovante, porém de um sorteio que ainda vai acontecer.

Na primeira versão do golpe, o criminoso aborda uma pessoa na casa lotérica e diz que está com o bilhete premiado e pede para a vítima, olhar, anotar os números e conferir que realmente são os números sorteados. Em seguida, o golpista pede um valor pelo bilhete premiado, uma vez que não pode retirar o prêmio por ter restrições com a Polícia. A vítima, acreditando que vai levar vantagem, saca a quantia em dinheiro e entrega ao estelionatário em troca do bilhete falso.

Na segunda versão, duas ou três pessoas abordam a vítima e pedem para ela segurarem os seus pertences enquanto vão conferir se o bilhete está premiado. Quando a pessoa volta pergunta para vítima se ela não quer conferir também. A vítima é induzida a deixar seus objetos pessoais com os estelionatários, que desaparecem. (AR)

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