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27/11/2007 - Infonet Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Uso de placas frias é uma prática comum de policiais e bandidos

Por: Carla Sousa


A utilização de placas frias em veículos é uma prática muito comum principalmente entre policiais e bandidos. Esta é a afirmação de Moisés, nome fictício de um policial que não quis se identificar, e que, assim como tantos outros, utiliza placa fria para fugir das multas e poder infringir as leis de trânsito.

“Com isso a própria polícia acaba não sabendo quem é polícia e quem é bandido”, acrescenta o policial. Essa prática criminosa será combatida a partir dos próximos dias através de uma operação conjunta das Polícias Civil e Militar e órgãos fiscalizadores de trânsito. “Eu diria que maus policiais têm essa prática. Quem tem essa conduta são mal intencionados”, declara o major Elias Linhares, comandante da Companhia de Trânsito (Cptran).

Placa fria é um termo comumente utilizado para denominar placas que não têm cadastro no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), com isso infratores e criminosos não podem ser localizados. “A placa fria possui um número que não existe, que o cidadão inventa, ou que retira de veículos que já foram baixados, ou seja, que já saíram de circulação”, explica o major.

Moisés diz que quem utiliza placa fria é muito cauteloso no trânsito, apesar de infringir as regras e passar a 120km/h onde deveria passar a 60km/h, tomam cuidado para não se envolver em acidentes e ser pegos. Apesar de tomarem alguns cuidados sabem que numa situação como esta, ou no caso de blitz, os colegas sempre ‘aliviam’. “Estamos tentando trabalhar com operações conjuntas exatamente para combater esse tipo de prática. E caso seja pego o indivíduo não terá como prevaricar na apreensão do veículo”, argumenta Linhares.

O major diz que a partir da divulgação da operação muita gente que usa placa fria vai deixar de usar. Moisés é um desses que mesmo antes de saber da operação já estava tentando legalizar sua situação. “Eu mesmo estou tentando regularizar meu veículo. Mas todos esses anos sem emplacamento e sem pagar o IPVA, o valor cobrado pelo Detran é quase o mesmo de um veículo novo”, explica.

Punição

Além da utilização de placas frias, outra prática comum é a clonagem de placas de segurança, utilizadas por autoridades e por setores de investigação da polícia e que não podem ser multadas. A ousadia dos policiais é tanta que muitos chegam a clonar até mesmo este tipo de placa. “Nós identificamos e conseguimos prender um policial que tinha clonado a placa de segurança do comandante. Nós esperamos num local que ele sempre passava, e a pessoa e o veículo foram apreendidos. Descobrindo a gente toma as providências cabíveis”, explica o diretor de transportes da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Major William.

“Desde quando a gente assumiu a divisão de transporte já surgiram diversas denúncias. Passamos para o secretário aquelas que a gente descobre e ele passa para a divisão de inteligência da Polícia Civil. Com isso, já existem vários processos e o secretário está tomando medidas internas contra policiais civis e militares que têm abusado justamente disso”, diz William, acrescentando que a operação irá ajudar bastante a diminuir essa prática.

Se o policial for pego no seu horário de folga, ele responde civilmente num juizado comum por crime de fraude. “Mas antes passa por todo um processo, o crime é apurado, e ele tem direito a defesa. Além disso, é aplicada uma punição administrativa, mas não necessariamente ele é expulso da polícia”, explica William.

A operação conjunta que deve começar nos próximos dias promete acabar com essa prática tanto entre políciais, quanto entre os bandidos e pessoas comuns. Mas, para Moisés, a fiscalização pode ser eficiente e deve mesmo combater esse tipo de crime. No entanto, está pouco confiante. “Isso é só por um tempo. Depois tudo volta ao normal”.

Quem tiver denúncias de policiais que utilizam placas irregulares pode entrar em contato com a ouvidoria da Polícia Civil ou Militar pelos telefones (0xx79) 3211-6883 e 3211-4749, ou através da Ouvidoria Geral do Estado 0800 284 0095.

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