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19/09/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Cabeleireira presa em operação da PF diz ter sido usada como 'laranja'

Por: Rafaela Céo

Ela era dona de três empresas supostamente usadas para lavar dinheiro. Mulher negou envolvimento com fraude e afirmou ter renda de R$ 1 mil.

Uma cabeleireira de Brasília presa nesta quinta-feira (19) em operação da Polícia Federal contra um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro afirmou que foi usada como laranja na fraude. No nome dela estavam três empresas usadas no suposto esquema.

A mulher, que completou 25 anos nesta quinta e diz ter renda mensal de R$ 1 mil, afirmou que foi enganada por um conhecido que trabalhava na mesma vizinhança onde ela apontava o jogo do bicho.

No depoimento a que o G1 teve acesso, a cabeleireira negou envolvimento com lavagem de dinheiro e disse não possuir bens no nome dela. A mulher declarou ainda ter ficado com dívidas de R$ 500 mil por causa das empresas.

A cabeleireira disse que, quando tinha 19 anos, um conhecido pediu o nome dela “emprestado” para comprar um carro. Depois disso, a cabeleireira afirmou ter ficado surpreendida ao encontrar, no porta-luvas do carro do conhecido, um talão de cheques de uma empresa com o nome dela.

À Polícia Federal, a cabeleireira contou que, levada para a delegacia em outra ocasião, por estar apontando jogo do bicho, descobriu que era proprietária de mais duas empresas.

A mulher negou conhecer a maioria das pessoas investigadas pela PF no esquema de lavagem de dinheiro. Ela afirmou que sabia quem eram o conhecido que pediu o nome dela emprestado para comprar o carro e algumas pessoas ligadas a ele. Também contou em depoimento que não sabia das empresas que possuía nem de outras indicadas pela polícia.

Investigação

A investigação da operação Miquéias começou há um ano e meio, para apurar lavagem de dinheiro por meio da utilização de contas bancárias de empresas de fachada ou fantasmas, abertas em nome de “laranjas”.

A PF disse que detectou a existência de um "verdadeiro serviço de terceirização para lavagem do dinheiro proveniente de crimes diversos".

Nos 18 meses de investigação, a polícia estima que foram sacados mais de R$ 300 milhões das contas dessas empresas. Foram identificadas 30 empresas de fachada.

Nas investigações, a PF também detectou que policiais civis do Distrito Federal eram responsáveis pela proteção da quadrilha.

A polícia descobriu ainda que a organização criminosa aliciava prefeitos e gestores de Regimes Próprios de Previdência Social para que eles aplicassem recursos das respectivas entidades previdenciárias em fundos de investimentos com papéis geridos pela quadrilha, o que configura o desvio dos recursos.

Os prefeitos e gestores dos regimes próprios de previdência eram remunerados com um percentual sobre o valor aplicado. O prejuízo para os fundos de pensão é de R$ 50 milhões, segundo a polícia.

"Os principais líderes dessas organizações criminosas não costumavam perder muito tempo. Tão logo teve a eleição, praticamente uma semana depois das eleições, eles já estavam em contato com os prefeitos recém-eleitos para oferecer os fundos de investimento. Eles nem tinham tomado posse ainda e já estavam sendo contatados pela organização criminosa", afirmou em entrevista coletiva a delegada da PF Andréa Pinho.

"A aplicação não era feita por se tratar de investimento bom ou não. Ela era feita porque simplesmente ou o prefeito ou o gestor recebia vantagens indevidas para tanto", concluiu a delegada.

De acordo com a Polícia Federal, foram cumpridos 74 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal (37) e nos estados de Goiás (14), Rio de Janeiro (8), Maranhão (5), Mato Grosso do Sul (4), Mato Grosso (2), Rondônia (2), Minas Gerais (1) e São Paulo (1).

A PF informou que só no Distrito Federal 17 pessoas foram presas, além de outras duas no Rio de Janeiro e uma em Goiás, totalizando 20, até a última atualização desta reportagem. De acordo com a PF, dois dos presos são delegados da Polícia Civil do DF e dois são agentes. Os nomes e cargos das pessoas presas não foram divulgados pela Polícia Federal.

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