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19/09/2013 - Clic Folha / Agência Brasil Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PF executa operações Elementar e Miqueias de forma simultânea

Por: Pedro Peduzzi


A Operação Elementar está entre as vertentes de investigação da Operação Miqueias. As duas estão sendo executadas nesta quinta-feira (19) pela Polícia Federal (PF) para prender uma quadrilha especializada em lavagem de dinheiro, com origem em crimes como desvio de dinheiro público, corrupção, peculato e tráfico de drogas. As duas organizações criminosas envolvidas eram chefiadas pelos mesmos integrantes. Por esse motivo, as operações tiveram de ser feitas de forma simultânea.

De acordo com os investigadores, a quadrilha lavou cerca de R$ 300 milhões, dinheiro de origem criminosa. Desses, R$ 50 milhões tiveram como origem a má aplicação intencional de recursos de fundos de investimentos do Regime Próprio de Previdência Social administrados por prefeituras. O golpe incluía a compra de papéis de títulos podres de empresas próximas à falência ou sem condições de arcar com os vencimentos. As autoridades envolvidas, responsáveis pela gestão desses fundos, recebiam uma parcela do valor aplicado nos títulos podres.

Entre as prefeituras envolvidas no caso estão as de Manaus, Ponta Porã e Murtinho (MS), Queimados (RJ), Formosa, Caldas Novas, Cristalina, Águas Lindas, Itaberaí, Pires do Rio e Montividiu (GO), de Jaru (RO), Barreirinhas, Bom Jesus da Selva e Santa Luzia (MA).

De acordo com o superintendente da PF no Distrito Federal, delegado Marcelo Mosele, “as chefias das duas organizações criminosas estavam sediadas em Brasília”, cidade onde vivem quatro policiais e dois delegados da Polícia Civil investigados, bem como lobistas e doleiros que participaram do esquema. A PF não informou quais deles seriam os chefes da quadrilha.

Nos casos que envolveram recursos de fundos de investimentos do Regime Próprio de Previdência Social, os investigadores identificaram que havia “uma gerência muito grande dos prefeitos” na aplicação dos fundos que, em geral, são geridos por pessoas nomeadas por eles. Para fazer a lavagem de dinheiro, foram usados mais de 30 empresas de fachada e 35 laranjas. O dinheiro era sacado por 11 pessoas – sete costumazes e quatro habituais.

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