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19/09/2013 - Cenário MT / O Documento Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Advogado nega fraudes e revela ter dado consultoria a empresa sem receber nada


Liberado no início da tarde após prestar depoimento, o advogado Marden Elvis Fernandes Tortorelli, de 42 anos, negou as acusações de que tenha participação num esquema que causou desvio de R$ 300 milhões desarticulado na manhã de hoje com a deflagração da Operação Miquéias pela Polícia Federal. Ele prestou depoimento por cerca de quatro horas na superintendência da PF, em Cuiabá.

O advogado, que falou a imprensa ao deixar a sede da Polícia Federal, disse que apenas prestou consultoria jurídica a empesa Investe Investimentos Inteligentes, que era responsável por fazer o mapeamento financeiro das prefeituras para gerar melhor fluxo de caixa nos cofres públicos. "Eu era apenas o responsável pela parte legal de dizer o que estava juridicamente certo ou errado”, afirmou o jurista.

Marden Tortorelli ainda revelou que não tinha um contrato formal com a empresa e não recebeu nada pelos serviços de consultoria. Ele foi alvo de mandados e busca e apreensão e ainda condução coercitiva até a sede da Polícia Federal.

Foram apreendidos documentos no escritório dele, no bairro Santa Rosa, e ainda na residência, no Condomínio Florais Cuiabá. Três veículos do advogado, um Audi, um Fiat Freemont e uma Hilux SW4 também foram levados a sede da Polícia Federal e estão sob custódia.

Apesar de negar participação no esquema, a PF suspeita que o advogado seja o "lobista" da organização criminosa em Mato Grosso para articular negócios com prefeituras. Ele está sendo investigado por formação de quadrilha e tráfico e influência.

A Operação Miquéias pretende desarticular duas organizações criminosas com atuações distintas, mas convergentes. Uma organização era responsável por aliciar, por meio de lobistas, prefeitos e funcionários públicos para investirem dinheiro de fundos de pensão da previdência social de servidores públicos estaduais e municipais em títulos podres, sem rentabilidade, administrados pelos envolvidos no esquema.

Em troca, os prefeitos e gestores do fundo de pensão recebiam um percentual do valor aplicado. "A aplicação não era feita porque o investimento era bom, e sim porque o prefeito e o gestor dos fundos ficaria com parte do dinheiro", disse a delegada. Entre os detidos, não há nenhum prefeito.

De acordo com a PF, a organização provocou um rombo de ao menos R$ 50 milhões nos fundos de pensão nos Estados do Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Rondônia, Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.

"Pegamos uma pequena ponta do iceberg, porque esses crimes são muito maiores", afirmou Andrea Pinho. "Vem sendo uma prática muito comum e disseminada no Brasil. Esta organização não é a única. Há outras organizações criminosas atuando desta forma."

A outra organização criminosa, que contém integrantes em comum com a primeira, praticava lavagem do dinheiro decorrente dos desvios dos fundos de pensão e de outros crimes anteriores, como corrupção, peculato (desvio de dinheiro público) e até de tráfico de drogas. O total lavado, segundo a PF, chega a R$ 300 milhões. "A organização criminosa era uma verdadeira prestadora de serviços de lavagem de dinheiro", afirmou a delegada.

O dinheiro era ocultado por meio de ao menos 30 empresas de fachada -em geral do ramo de consultoria e incorporação- e 35 "laranjas" ou "testas-de-ferro".

Ainda segundo a PF, assim que entrava nas contas bancárias das empresas investigadas, o dinheiro de origem ilícita circulava por outras contas pertencentes à quadrilha até serem, enfim, sacados em espécie. A PF detectou que o dinheiro era sacado de contas destas empresas por 11 sacadores.

As investigações apontam que as irregularidades aconteceram nos regimes previdenciários ligados as seguintes prefeituras: Manaus, Ponta Porã (MS), Murtinho (MS), Queimados (RJ), Formosa (GO), Caldas Novas (GO), Cristalina (GO), Águas Lindas (GO), Itaberaí (GO), Pires do Rio (GO), Montividiu (GO), Jaru (RO), Barreirinhas (MA), Bom Jesus da Selva (MA) e Santa Luzia (MA).

RELAÇÕES COM ÉDER MORAES

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão na casa de Marden Tortorelli, a Polícia Federal apreendeu também no escritório do advogado documentos do secretário de Relações Institucionais de Mato Grosso, Éder Moraes Dias. Agentes da PF também buscam investigar as relações entre os dois.

Marden confirmou ter relações profissionais e pessoais com Éder, de quem se diz amigo há mais de 20 anos. Todavia, ele negou ser "testa de ferro" do ex-secretário da Copa do Mundo, Fazenda e Casa Civil, além de ex-presidente do MT Fomento. “Não sou laranja, nem tangerina. Tudo o que tenho e está em meu nome é meu. Não tem nada do Éder Moraes. Tenho uma relação profissional com ele, atuo para o Mixto, para AFAM e além disso, somos amigos”, assinalou.

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