Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


Acompanhe nosso Twitter

26/11/2007 - B2B Magazine Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Internautas abandonam privacidade por confiança

Por: Gilberto Pavoni Junior


Em meio a tanta preocupação com as fraudes on-line, um estudo realizado pelo Conselho de Pesquisas Econômicas e Sociais da Inglaterra (Economic and Social Research Council - ESRC) detectou que os internautas se sujeitam a ceder na questão da privacidade se confiarem nas instituições que pedem seus dados. Mesmo as pessoas que demonstraram altos níveis de preocupação com sua privacidade tendem a seguir esse comportamento.

Os resultados do estudo são essenciais nesse momento da Internet, no qual existem várias iniciativas de governos e empresas que são consideradas conflitantes como conceito de privacidade atual. De forma mais incisiva, o trabalho mostra o quão frágil é o binômio “falta de confiança” e “baixa privacidade”.

A pesquisa descobriu que 56% dos internautas declararam que têm preocupações sobre privacidade quando estão on-line. Contudo, se o site for visto como confiável, eles permitem certas intrusões na privacidade. De outra forma, se o site for indigno de confiança, eles usam todos seus conhecimentos e alteram completamente o comportamento e se tornam extremamente cuidadosos.

Os resultados mostraram ainda que o design das respostas pré-determinadas nos formulários influencia na coleta de dados. Por exemplo, se a opção “prefiro não declarar” aparece no topo das alternativas, os internautas tendem a clicar nela. Da mesma forma, no caso da renda, preferem declarar a opção mais abrangente em vez da mais exata.

Termo antigo

O conceito de privacidade é algo ligado ao desenvolvimento da sociedade recente. Foi cunhado em 1890, por americanos preocupados com um novo direito: "right to be let alone". Até então, os casos eram julgados pontualmente, sem uma padronização. Nesse balaio entravam ações de apropriação não autorizada do nome ou atributos de uma pessoa, intrusão desarrazoada na intimidade alheia, revelação pública de fatos embaraçosos (embora verdadeiros) e publicidade que pudesse colocar indivíduos numa falsa visão perante a opinião pública. Muito disso sempre foi decidido traçando-se um paralelo com o Direito de Propriedade.

Há muitos que reivindicam uma atualização do termo, principalmente com o advento das novas formas de negócio e sociabilização na Web. Outros, alertam para o fato de que tal comportamento pode abrir brechas na liberdade individual que dificilmente serão fechadas nesses tempos de tecnologia pervasiva.

No entanto, do lado comercial, há muitos serviços que dependem do preenchimento de cadastros que vão muito além dos dados pessoais, coletando hábitos e gostos das pessoas. Nesse universo, o estudo cai como uma luva para promover o sucesso desses serviços on-line.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 290 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2016 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal