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13/09/2013 - Agência Pará de Notícias Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Civil desarticula quadrilha especializada em fraudes com cartões de crédito

Por: Walrimar Santos


A Polícia Civil desarticulou nesta quinta-feira, 12, um esquema que envolvia estelionato por meio de fraudes com cartões magnéticos, em Belém. Durante a operação “Cover”, coordenada pela Divisão de Prevenção e Repressão aos Crimes Tecnológicos (DPRCT), comandada pelos delegados Beatriz Silveira e Samuelson Igaki, foram presos Kelly Cristina da Silva Alves; o ex-companheiro dela, Arlan Freitas de Souza; e o cabo da Polícia Militar, Daniel Husman Lavareda dos Santos, envolvidos no crime.

Foram apreendidas duas adolescentes, de 15 e 17 anos, filhas de Kelly, também por participação no esquema. Kelly Cristina já foi presa quatro vezes apenas pela DPRCT e uma vez pela Polícia Federal. Ela responde a pelo menos uma dúzia de processos, já tendo, inclusive, sido condenada em alguns deles. Atualmente, ela estava em liberdade, há menos de um mês, por determinação da Justiça, que concedeu um Habeas Corpus.

Cerca de 14 vítimas, todas pessoas aposentadas e de alta renda, já foram identificadas durante as investigações. A ação criminosa rendeu prejuízo aproximado de R$ 400 mil. Com os presos, foram encontrados diversos documentos, como anotações de números de senhas e dados pessoais das vítimas, comprovantes de depósitos bancários, máquina leitora de cartões de crédito, entre outros, além de televisores de LCD, equipamentos de som e notebooks, que foram apreendidos.

Segundo o delegado Samuelson Igaki, as investigações tiveram início a partir do registro de um boletim de ocorrência por uma ex-juíza de Direito, que se disse vítima de um golpe. Após a denúncia, outras pessoas também comunicaram terem sido vítimas da mesma quadrilha.

Com base nas denúncias, as investigações iniciaram e chegou-se à conclusão de que se tratava de uma quadrilha organizada, que age com auxílio de telefones fixos ou telefones celulares. O delegado explica que as meninas eram orientadas pela mãe a ficar perto de estabelecimentos comerciais para observar pessoas que usavam cartões de crédito de alto poder aquisitivo, para depois segui-las até suas casas.

As meninas eram levadas, de carro, por Arlan de Souza. Nesses locais, elas conseguiam mais dados sobre as possíveis vítimas, em conversa com os porteiros de prédios ou de conjuntos residenciais. Já de posse até do telefone do prédio ou do conjunto e dados das possíveis vítimas, as adolescentes repassavam as informações para Kelly Cristina, que, por sua vez, dava início ao golpe.

A prática ocorreu enquanto ela estava presa no Centro de Recuperação Feminino, em Ananindeua. Ela telefonou para a portaria das residências das vítimas, passando-se por gerente geral de bancos e funcionária de empresas, para conseguir falar com os donos dos cartões de crédito, aos quais se identificava com um nome falso. Ela alegava que os cartões haviam sido usados em compras indevidas, de altos valores, e portanto estariam clonados.

Ela dizia às vítimas que iria fazer o cancelamento dos cartões. Para passar credibilidade, a golpista pedia às vítimas que colocassem o cartão em um envelope lacrado para, no dia seguinte, levá-lo à agência, para fazer a troca. Depois, ligava novamente, alegando que iria mandar até a casa da vítima jovens aprendizes do banco que fariam a coleta do cartão. A vítima caía no golpe e entragava o cartão para as falsas funcionárias do banco, que eram, na verdade, as filhas da acusada. Com os cartões das vítimas, as adolescentes eram orientadas por telefone, pela mãe, que fornecia as senhas dos cartões, para que elas fizessem saques, transferências e compras.

Segundo o delegado, dentro do esquema, o policial militar atuava como arregimentador de pessoas para receber em suas contas pessoais dinheiro desviado de forma ilegal dos cartões. Por meio das investigações e trabalho de inteligência foi possível identificar outros integrantes da quadrilha. Conforme o delegado, o policial militar Daniel Husman, atualmente, está afastado de suas funções profissionais, sob alegação de ter obtido licença médica, mas na verdade, o afastamento era para ter tempo livre para cometer delitos.

As duas adolescentes apreendidas foram encaminhadas para a Divisão de Atendimento ao Adolescente, para procedimento policial. Já o policial militar foi preso pela Divisão de Crimes Funcionais, para ser autuado em flagrante por posse ilegal de uma arma de fogo, por ter sido preso com uma arma ilegal, e por já ter mandado de prisão preventiva.

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