Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


ÚLTIMOS TREINAMENTOS DE 2018 SOBRE FRAUDES E FALSIFICAÇÕES
Veja AQUI programação e promoções dos últimos treinamentos de 2018 da DEALL R&I
sobre Fraudes e Falsificações nos dias 14, 22 e 29 de novembro.


AFD SUMMIT
A maior Conferência de Investigação Corporativa & Perícia Forense da América Latina.
São Paulo dias 08-09 de dezembro de 2018


Acompanhe nosso Twitter

12/09/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Oposição garante presidência de CEI para apurar corrupção em Araraquara

Por: Felipe Turioni

Comissão da Câmara dos Vereadores foi oficializada nesta quinta-feira (12). Ex-vereador Ronaldo Napeloso teria feito desvio milionário de verba pública.

A Câmara de Vereadores de Araraquara (SP) definiu nesta quinta-feira (12) a composição da Comissão Especial de Inquérito (CEI) instaurada para apurar o desvio de verbas públicas envolvendo o ex-vereador e ex-secretário Ronaldo Napeloso (DEM). Em minoria, a bancada de oposição garantiu a presidência e a base governista nomeou o relator.

Napeloso é suspeito de comandar um esquema milionário de desvio de recursos em duas pastas da administração municipal, além de cobrar propina de empresários para concessão de áreas públicas. Ele chegou a ser preso e após conseguir um habeas corpus e deixar a prisão renunciou ao cargo de vereador.

Segundo a assessoria de imprensa da Câmara, a comissão será presidida pelo vereador Donizete Siminoni (PT) e terá na relatoria o líder governista Aluísio Braz, o Boi (PMDB). “Houve entendimento entre todos de que foi a oposição quem apresentou a ideia da CEI e seria justo presidi-la, além disso meu nome foi sugerido porque já fui secretário de Fazenda e Administração”, disse Siminoni. A CEI também é composta por Edna Martins (PV), Geicy Sabonete (PSDB) e Dr. Helder (PPS).

Prioridades

Em reunião nesta quinta, os integrantes definiram que um cronograma será divulgado na segunda-feira (16) e que a prioridade inicial da comissão será a tentativa de retomar o envio de recursos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), para 50 entidades sociais da cidade. “Nós temos recebido muitas denúncias de que todas as entidades estão tendo dificuldades e são eles quem estão pagando o maior preço neste caso”, afirmou o presidente da CEI.

O MDS confirmou que recursos foram suspensos devido às investigações envolvendo o ex-vereador e ex-secretário de Agricultura Ronaldo Napeloso. Por ano, eram repassados até R$ 1,4 milhão para produtores rurais que forneciam alimentos para instituições de Araraquara.

A comissão definiu também que agendará uma reunião com o juiz eleitoral Marco Aurélio Bortolin, os promotores Raul de Mello Franco Júnior e Herivelto de Almeida e com o delegado da Polícia Federal Nelson Edilberto Cerqueira para obter documentos que possam ajudar nas investigações da CEI.

O caso

Ronaldo Napeloso renunciou ao cargo de vereador em 16 de agosto, após conseguir um habeas corpus e deixar a prisão. Segundo a Polícia Federal (PF), o ex-vereador e ex-secretário de Agricultura teria desviado mais de R$ 1 milhão. Ele foi preso durante a Operação Schistosoma, que teve início em dezembro de 2012 depois que investigações apontaram que o vereador ostentaria patrimônio maior que o declarado ao Juízo eleitoral. Segundo a PF, as investigações constataram que vários imóveis eram suprimidos das declarações ou apontados valores de aquisição muito inferiores ao de mercado.

O esquema teria sido articulado em duas secretarias. A PF informou que na Secretaria de Ciência, Tecnologia, Turismo e Desenvolvimento Sustentável os indícios apontam para a cobrança de valores como condição para a concessão de áreas públicas a empresários para fins de instalação de plantas industriais e, em alguns casos, como condição para concessão de autorização para funcionamento de estabelecimentos comerciais.

Na Secretaria de Agricultura, foram encontrados fortes indícios de fraude em programa do Governo Federal destinado ao estímulo da produção familiar, com utilização de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAPs) compradas ou cedidas por terceiros, as quais são utilizadas por um pequeno grupo de produtores ou comerciantes que acabam fornecendo com exclusividade para a Prefeitura Municipal, em detrimento de outros agricultores familiares.

O problema, segundo a PF, é que o governo federal estabeleceu um limite para a compra direta de alimentos por Unidade Familiar (atualmente, R$ 5,5 mil por ano) de modo a beneficiar o maior número possível de agricultores familiares.

Parte das DAPs apresentadas na Secretaria de Agricultura se referem a falsos fornecedores, sendo que, na realidade, um único fornecedor acaba por receber valores muito superiores ao limite estabelecido pelo programa do Governo Federal.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 144 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Divulgação





NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal