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24/11/2007 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia prende "gangue dos Correios"

Por: Raphael Ramos


O Centro de Inteligência e Análise do Departamento de Investigações, em Belo Horizonte, desarticulou uma quadrilha denominada "gangue dos Correios", que agia na capital e região metropolitana. Cinco pessoas foram presas. Mais dois policiais civis (entre eles uma mulher) foram afastados por suspeita de envolvimento no esquema. O bando é acusado de roubar malotes com cheques e cartões de crédito de carteiros e de motoristas da Empresa de Correios e Telégrafos. O material roubado era usado para fazer inúmeras compras, avaliadas em R$ 3 milhões.

O delegado Edson Moreira informou que o bando agia há dois anos e seria responsável por pelo menos 230 assaltos. Os policiais suspeitos de integrar a quadrilha estão à disposição da Corregedoria de Polícia Civil. Pelo menos outras cinco pessoas ainda são investigadas, entre elas um funcionário e um ex-funcionário dos Correios, suspeitos de repassar as coordenadas sobre locais e horários de entrega dos malotes e produtos de valor.

Segundo um policial que participou das operações, mas que pediu para não ser identificado, três integrantes da quadrilha preparavam o esquema de abordagem das vítimas. Elas costumavam ser surpreendidas no momento da entrega. "Eles ficavam na espreita, com um carro para dar apoio à fuga. Geralmente os assaltos eram rápidos e o bando agia armado. Alguns carteiros foram assaltados pela mesma pessoa quatro vezes", afirmou o policial.

Com o produto do roubo em mãos, os suspeitos entrariam em contato com os policiais civis acusados de envolvimento na quadrilha, que seriam os encarregados de levantar informações sobre os proprietários dos cheques e cartões através de bancos de dados da corporação. "Esses policiais conseguiam exigidas pelas operadoras para desbloquear os cartões, como CPF, identidade, endereço e nome dos pais. Depois, eles conseguiam falsificar documentos e efetuavam as compras", disse o agente de polícia.

De acordo com Moreira, foram apreendidos quatro carros, equipamentos eletrônicos roupas e eletroeletrônicos comprados pelos suspeitos. Também foram encontrados com eles uniformes dos Correios, cartões de crédito, talões de cheque e outras mercadorias, além de um revólver calibre 38. Parte do grupo foi preso na Savassi, quando planejava um outro assalto.

O bando foi apresentado ontem pela polícia, com exceção dos policiais civis. Eles foram identificados como Romney Peterson Dias da Paz, 32, Wellington Lúcio dos Santos, 35, Joel Jorge Neres, 53, Cláudia Cristina, 39, e Carlos Roberto da Silva, 36. Todos os envolvidos foram autuados por roubo, receptação, violação de correspondência, estelionato, formação de quadrilha e podem pegar até 25 anos de prisão. Eles deverão ser investigados também por latrocínio, homicídio, roubo de veículos e tráfico de drogas.

Vítimas serão indenizadas

O inspetor regional dos Correios e Telégrafos, Humberto de Campos Matos, informou que os clientes que tiveram material roubado serão indenizados, conforme contrato assinado no envio das mercadorias. Ele explicou que basta as pessoas procurarem uma unidade dos Correios com o comprovante de envio da mercadoria para ser ressarcido conforme exige a lei. De acordo com o Matos, o envolvimento de funcionários da empresa na quadrilha foi uma surpresa.

“A gente auxiliou nas investigações da polícia desde o início. Fiquei sabendo apenas agora (ontem) sobre o envolvimento dos funcionários no caso. Assim que eles forem identificados, medidas serão tomadas. Agora só estamos aguardando o término das investigações para tomar uma posição final”, afirmou o inspetor. Matos informou que, por ser um órgão público e federal, os Correios possuem critérios rígidos para a contratação de funcionários.

Ainda segundo Matos, foram muitos os relatos de funcionários dos Correios que foram vítimas da quadrilha em assaltos e que se mostraram assustados com a situação. “Este período de assaltos constantes foi bastante cruel. Os bandidos utilizavam armas de fogo, o que criou um ambiente constrangedor entre os motoristas e carteiros”, disse o Matos. Ele afirmou que todos ficaram com medo. (RR)

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