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11/09/2013 - 24 Horas News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O perigo da chantagem virtual na sala de bate papo


- Ola eu sou a Bia. Vamos conversar? Qual seu nome? Qual seu e-mail? Qual seu celular. Quero mandar uma foto minha para você. Estou no centro. Vamos sair? Mas olha não sou garota de programa.

Esta simples conversa é o canal para o início de uma tremenda dor de cabeça para quem, menos desavisado, entra em uma sala de bate-papo, e encontra a mensagem de uma garota Bia afim de conversar e que lhe passa o número do telefone, em Cuiabá 065 4052 90 66. É só desligar o telefone, após perceber que ela está em uma central telefônica e fazendo uma rústica gravação e esperar alguns minutos. Logo o chefe, ou como se diria nas tradicionais zonas do meretrício, o cafetão, liga de um número não identificado pela Bina de seu telefone para começar as chantagens, ameaças e o estelionato lhe mandando depositar no mínimo R$ 129,55 em conta do Bradesco.

O portal de notícias 24 Horas News recebeu várias ligações de internautas que se assustaram ao simplesmente entrar em contato com uma garota para algum tipo de programa. Disseram à reportagem que estavam sendo ameaçados e que o iriam enviar as gravações para a família ou para seus superiores quando as ligações eram feitas da empresa.

Ao checar as informações dos internautas se constatou o golpe virtual, a chantagem, o estelionato. Após um rápido contato com Bia, no fone 4052 90 66, pode se notar que a ligação poderia estar sendo gravada, desligou e esperou. Não demorou mais do que 30 minutos para que o telefone da redação tocasse. Na bina a frase “número desconhecido”. Logo a pessoa, que não quis se identificar pede para falar com o proprietário do portal ou o departamento pessoal. Avisado de que deveria ligar para o outro número, vem a resposta. “Sou patrão da Bia e estou lhe cobrando 129,95 pela ligação que fez a ela”. Fingindo ser apenas um internauta desavisado, o repórter diz que apenas ligou para uma garota e por que uma cobrança tão abusiva?

Começam aí as ameaças. “Não me interessa. Você ligou são 12,95 por minuto, você falou três minutos e vai ter de pagar 129,95”. Contestado que três minutos não dão este valor, a voz do outro lado avisa: “é a taxa mínima. Se não pagar vou mandar a gravação para o seu patrão. Ele vai ter de pagar e você será demitido. Eu tenho o CNPJ da empresa que você trabalha”, diz de forma arrogante.

Um internauta disse que o pior de tudo é a ameaça do estelionatário que quando não diz que vai entregar a gravação para a família e cobrar dela ou até ameaçá-la de morte parte para a ameaça de entregar tudo para a empresa onde trabalha. “Eles agem como bandidos na cadeia que falam que seqüestraram seu filho e querem dinheiro imediatamente”, diz o internauta.

Sabendo da história, o repórter pergunta, mas como vou te pagar. Ai o interlocutor começa a revelar toda a forma de estelionato e crime virtual. Passa o número de uma conta bancária no Bradesco, agência 1464-8, conta 32,800-6, favorecido Ailton Pereira Freitas ME. Ao checar a informação se um Ailton Pereira Freitas, uma agência de Empregos, cadastrada no centro de São Paulo, que logicamente não teria conta no interior do Estado.. O outro é um delegado de Polícia da cidade de Três Lagos, no Mato Grosso do Sul. Curiosamente um delegado que desbaratou uma quadrilha semelhante em 2011, que agia entre São Paulo e Mato Grosso do Sul, também não teria conta em uma agência bancaria em São Paulo.

O estelionatário ainda avisa que após fazer o pagamento, via depósito, em dinheiro, é preciso lhe mandar uma mensagem via e-mail para luiz@telesistema.net, faz questão de afirmar que é preciso colocar o z no Luiz . Outra aberração. A reportagem constatou que a telesistema.net fica em Belém do Pará e que o único Luis que tem na empresa é com 's', e que trabalha com colocação de antenas parabólicas.

Em contato telefônico com a Polícia Civil de Cuiabá, 24 Horas News foi informado que trata-se de estelionato e que a polícia já vem investigando o caso há dois meses e está perto de prender a quadrilha. Segundo a polícia, eles agem em vários estados brasileiros sempre ameaçando os internautas. Investigadores avisam que neste caso o melhor é não entrar nesta conversa em salas de bate papo para evitar constrangimentos.

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