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11/09/2013 - A Tarde Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Rock in Rio: site falso gera prejuízo a cerca de 200 pessoas

Por: Teo Henrique


Quase 200 pessoas se mobilizam pelas redes sociais para tomar providências contra um golpe na venda de ingressos para o Rock In Rio 2013. Os internautas afirmam ter realizado a compra pelo site www.rockinrioingresso.com.br (já retirado do ar), quando o endereço oficial para aquisição dos bilhetes é www.rockinrio.ingresso.com.br (apenas um ponto de diferença). A princípio, o site falso não despertou dúvidas dos compradores, como pode ser observado na reprodução abaixo, registrada no grupo "Fraude - Ingressos Rock In Rio".

De acordo com o gerente comercial Rodolpho Novaes, organizador do grupo, o golpe foi bem elaborado. "Eles mandaram e-mails e SMS confirmando o pagamento, avisando os dias para o ingresso chegar, tudo levando a crer ser real".

Rodolpho revelou que houve atraso na entrega dos ingressos. Segundo ele, quando questionado sobre a demora, o site indicou um código de rastreamento para os compradores. Só que o código era o mesmo para todos. A partir daí, as pessoas começaram a ficar desconfiadas da lisura da página. Inquerido novamente, o site informou ser um erro no sistema e disse que os ingressos seriam entregues entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro. Após a passagem das datas o site saiu do ar e, como os ingressos não foram entregues, o golpe ficou claro.

O gerente comercial, que mora em São Paulo, foi ao endereço indicado no site, na Avenida Paulista, mas lá não encontrou a empresa Visacheck, que consta no CNPJ identificado no boleto bancário enviado aos compradores. Antes da constatação da fraude, a empresa apresentava o nome TicketMais. "Também fui ao endereço que consta no CNPJ, no bairro de Casa Verde em São Paulo, mas lá funciona um salão de beleza." disse Rodolpho.

Em Salvador, o jornalista Eder Luis também foi vítima do golpe e vai seguir a orientação que consta no grupo, ir a uma delegacia e registrar um boletim de ocorrência. "Vou ao Procon também, tive um prejuízo de R$ 400". Já Rodolpho ficou com R$ 900 de prejuízo e gastou mais R$ 596 referentes à compra de novos ingressos para não deixar de ir a dois dias do festival.

O advogado Victor Haikal, especialista em direito digital e sócio do escritório Patrícia Peck, afirma que a atitude de procurar a polícia e relatar a fraude está correta. "Se a compra for feita com cartão de crédito, fica mais fácil de reverter o calote, é só cancelar a compra com a operadora. Mas se foi por transferência ou boleto é preciso esperar a providencia policial e entrar com uma ação judicial", disse.

Victor fala também que dificilmente o festival pode ser responsabilizado pela fraude. "O poder judiciário só poderia punir o festival caso ele já tivesse recebido algum aviso da fraude e não fizesse nenhuma campanha avisando o cliente sobre a possibilidade de fraude", explicou.

A assessoria do Rock In Rio foi procurada, mas até o fechamento da matéria nenhuma resposta foi enviada.

Dicas do advogado

- Procurar sempre comprar com o cartão de crédito por ser mais fácil de cancelar a compra.

- Verificar sempre se é um vendedor autorizado.

- Se a dúvida continuar, entrar em contato com o organizador do evento.

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