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06/09/2013 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Marinha suspende concurso por causa de fraudes

Foram vazados por meio de site alguns dados das provas. Salário do prático pode chegar a R$ 200 mil por mês. Profissão é obrigatória, mas recebe críticas.

A Diretoria de Portos e Costas da Marinha suspendeu o processo seletivo nacional para praticante de prático, responsável por realizar manobras em embarcações, após tomar conhecimento de fraude no concurso. A investigação concluiu que “foram tornados públicos alguns dados das provas prático-orais” na Internet e nos classificados de um jornal do Estado do Rio.

No dia 12 de agosto, a Marinha já havia instaurado em Brasília uma sindicância para apurar os vazamentos das manobras da prova prática. As denúncias envolvem o site www.apraticante depratico.com, que divulgava dados diários dos testes realizados com simulador desde meados de agosto.

A sindicância da Marinha deve ser concluída até o final deste mês. Os autores da fraude ainda faltam ser identificados. O Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) declarou, através de sua assessoria de imprensa, que o processo seletivo é de responsabilidade da Marinha e já que não participa dele, não se pronunciando sobre o caso.

Ministrado pela Diretoria de Portos e Costas, o concurso seria realizado até a data de hoje. No total, são disputadas 206 vagas distribuídas entre 17 estados do Brasil. Cerca de 250 candidatos estão na etapa final do teste suspenso.

Disputado pelo salário que pode chegar a R$ 200 mil por mês, o concurso teve o mesmo problema em 2008, depois de parar na Justiça Federal por suspeitas de vazamento de prova. Meses depois, a Marinha conseguiu reverter a situação e dar continuidade ao processo seletivo.

Em abril deste ano, a Justiça Federal do Rio Grande do Norte também determinou a suspensão do concurso ao acatar denúncia do Ministério Público Federal (MPF) de que o edital de abertura havia violado os princípios da razoabilidade, isonomia e legalidade porque exigia ao posto de mestre-amador a comprovação de habilitação até o encerramento do prazo de inscrições, diferente dos outros cargos em aberto.

A praticagem, atividade profissional desconhecida pela maioria dos brasileiros, mas essencial para o funcionamento dos portos, é obrigatória por lei no país e se tornou alvo de críticas de órgãos como o Secretaria Especial de Portos (SEP) por ser considerada um dos itens que encarecem o custo portuário no Brasil. Segundo a legislação, uma embarcação de grande porte só pode se mover num porto com a orientação de um desses profissionais.

Tanto no porto de Manaus quanto no de Santos, onde passam pelo menos 13 mil embarcações por ano, uma manobra pode custar entre US$ 3 mil a US$ 5 mil por hora, o que coloca o serviço, por hora de manobra de praticagem no País, como um dos mais caros do mundo. (das agências de notícias)

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