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05/09/2013 - Correio da Bahia Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário condenado por golpes de R$ 300 mil faz taxista perder emprego e plano de saúde do filho

Por: Renato Oselame

Ele alega ser uma das vítimas do empresário João Fernando Gomes, 33, e contabiliza prejuízos.

O empresário João Fernando Gomes de Souza, de 33 anos, condenado pelo crime de estelionato pela Justiça do Sergipe, foi preso na tarde desta quarta-feira (4) em Lauro de Freitas. De acordo com investigação da Polícia Civil, ele estava praticando crimes similares aqui na Bahia, onde lesou mais de 15 pessoas nas últimas semanas. João Fernando Gomes prometia às vítimas empregos em grandes empresas como a Petrobras, mediante o depósito de uma taxa de inscrição inexistente em uma conta bancária.

O taxista Tiago Silva, de 26 anos, afirma ter sido uma das vítimas do empresário baiano e hoje está sem trabalho porque acreditou na esperança de conseguir um emprego melhor. "Até mesmo o boleto do plano de saúde do meu filho eu cancelei, acreditando que seria incluído no plano da nova empresa", afirma. Segundo ele, seu filho de dois anos e sete meses iria realizar uma cirurgia para realizar uma correção no corpo, mas estava aguardando o prazo de carência do contrato vencer. Confiando na palavra do empresário, ele decidiu não pagar o último boleto e perdeu o benefício.

Ele conta que os dois se conheceram em uma corrida de táxi: "Até então ele parecia ser uma pessoa simpática, de boa aparência", afirma, explicando que passou três dias dirigindo com ele. Depois, o empresário fez a proposta de emprego: afirmou que possuía contatos na Petrobras e que estava com dez veículos "encostados" no pátio da empresa, necessitando de motoristas. Para trabalhar na companhia, contudo, ele teria que tomar o curso de movimentação operacional de produtos perigosos (MOPP) - um investimento que, segundo o empresário, ficava na faixa dos R$ 1,2 mil.

Tiago Silva decidiu apostar na sorte e comprometeu R$ 600 de seu orçamento com João Fernando Gomes, acreditando que poderia se tornar motorista da Petrobras. "Ele pegou minha foto, carteira de trabalho, todos os meus documentos e disse para ficar despreocupado. Falou que precisava adiantar essa documentação para começar a fazer o curso", explica. O empresário também mostrou o contrato de trabalho, uma lista de carros da Petrobras e até uma carteirinha da empresa falsificada com sua foto e nome. "Uma série de provas para me convencer de que ele possuía mesmo esse contato na empresa", resume Tiago.

À pedido do estelionatário, o taxista incluiu outros colegas de trabalho no esquema de contratação fictício e, através dele, João Fernando Gomes conseguiu reunir um grupo de seis pessoas. Até mesmo emprego no setor administrativo da empresa ele chegou a prometer - e foi aí que Tiago começou a ficar desconfiado. Apesar disso, ainda aceitou emprestar R$ 200 para ajudar um amigo a participar do esquema também.

Na semana seguinte começaram os problemas e as desculpas do estelionatário para se desfazer das vítimas: na segunda-feira, seu avô supostamente teve um enfarto e ele precisou viajar para Santo Antônio de Jesus. Após a morte do avô, sua esposa, que estaria supostamente grávida, estava perdendo o filho após saber da notícia do falecimento.

Desconfiado, Tiago decidiu realizar uma pesquisa sobre o empresário na internet e, então, descobriu todos os casos de estelionato cometidos por ele em Sergipe. Neste estado, ele é acusado de cometer golpes no valor de R$ 300 mil. "Quase enfarto, eu quase morro. Eu fiquei parecendo um papagaio dentro de casa, mudando de cor a cada segundo", descreve sua reação ao descobrir que havia caído em um golpe.

Outra vítima

De acordo com o delegado Joelson Reis, da 23ª Delegacia Territorial (Lauro de Freitas), uma das vítimas mais recentes do golpista foi uma funcionária de um supermercado, lesada em R$ 1 mil. Ela afirma que foi abordada pelo empresário em seu local de trabalho, no final de agosto, onde ele ofereceu uma suposta vaga de trabalho na Petrobras.

Assim como Tiago, ela forneceu dados pessoais e foi convencida a depositar R$ 700 em uma conta bancária, tendo repassado mais R$ 300 no dia seguinte. Ela aguardou uma semana para ser encaminhada à sede da empresa, conforme orientação do empresário, mas este afirmou ter adiado o compromisso. Desconfiada, ela procurou a delegacia e registrou uma queixa contra João Fernando. A partir disso, os investigadores constataram que este era o mesmo homem que já havia sido denunciado por outras vítimas do estelionatário, que está preso na carceragem da delegacia à disposição da Justiça.

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