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04/09/2013 - Mídia News Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Classe E impulsiona consumo de cartão de crédito em 2013

Jovem da periferia representa 26% da demanda pelo recurso, segundo a Serasa Experian.

A camada mais pobre da população foi a que mais cresceu entre os contratantes de serviços de cartão de crédito no Brasil, com participação de 16,8% em 2013, mostrou nesta quarta-feira (4) uma pesquisa da Serasa Experian sobre o perfil dos consumidores do produto financeiro, durante o Congresso C4, realizado em São Paulo.

Comparativamente, a classe E é também o grupo com maior risco de não honrar o pagamento, na faixa de 58%. A probabilidade de inadimplência, para este público, chega a 40% num período de 12 meses após a obtenção do empréstimo.
LaTunya Howard / Creative Commons
A classe E é também o grupo com maior risco de não honrar o pagamento, na faixa de 58%

A periferia jovem teve o maior destaque na demanda por cartões, representando 26% do mercado consumidor. “Devido ao baixo nível de renda, eles estão muito próximos do limite da inadimplência. Qualquer eventualidade, como um problema de saúde na família, pode representar o não pagamento da dívida”, explica Julio Guedes, chefe de análise da Serasa.

Outro grupo que se destacou na demanda por cartões foi o de assalariados urbanos. A procura pela modalidade de crédito entre eles subiu de 12% para 16% este ano em relação a 2012. A classe D ainda domina o mercado, com 40,9% de participação.

Segundo apontou o estudo, o percentual de consumidores que procuram por mais de um cartão de crédito em diferentes bancos ou operadoras, no intervalo de três meses, foi de 76% este ano. O dado gera preocupação, segundo Guedes, uma vez que a multiplicação do crédito em vários canais geraria aumento do risco de dívidas não pagas.

Inadimplência e risco

Embora a inadimplência com o cartão tenha declinado 14% em 2013 em relação ao ano anterior (de 4,4% para 3,8%), o nível de risco entre quem procura cartões de crédito subiu consideravelmente. O número de brasileiros enquadrados na categoria de alto risco cresceu de 23% para 32% entre 2012 e 2013.

“Isso ocorreu porque muitos dos brasileiros tiveram seu primeiro problema de inadimplência no ano passado, e isso reflete no aumento da expectativa de risco futuro”, explica Guedes.

Empreendedores e comerciantes foram os que mais contribuíram para a inadimplência com cartões em 2013, com um aumento de 23%, seguidos dos trabalhadores informais, cuja falta de pagamento das dívidas subiu 21% este ano.

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