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19/08/2013 - Engeplus Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Por que as pessoas ainda caem em golpes?

Por: Douglas Saviato

Ganância e ingenuidade são as principais características das vítimas.

Golpe do sequestro, do bilhete premiado e do guincho. Estes são alguns dos métodos utilizados para extorquir dinheiro da população. Mas com tantas informações por que ainda há pessoas que caem nestes golpes? Ganância e ingenuidade são as principais características das vítimas.

Conforme o delegado Antônio Márcio Campos Neves, grande parte dos golpes são realizados por presidiários via telefone. “Eles ficam 24 horas dentro do presídio e ligam para milhares de pessoas, sendo que uma sempre acaba caindo”. Nestas ligações, os golpistas usam técnicas e enganam as pessoas, que são geralmente humildes, com pouca informação e gananciosas.

A psicóloga Karen Martins Gomes afirma que, na maioria das vezes, o criminoso ao telefonar ou abordar a vítima executa a ação de uma forma muito rápida. “Ao telefone, por exemplo, essas pessoas falam rápido demais e a vítima não consegue raciocinar direito tantas informações novas, é o que chamamos de flexibilidade mental. Ela não consegue dicernir o que é verdade”, explica. Outra justificativa é a questão do bem material. Atualmente, a população tem como prioridade o ter, o ser e o conseguir. “As pessoas nutrem o pensamento do tudo eu posso, tudo eu quero, quanto mais melhor. O querer sempre mais junto com a abordagem rápida do criminoso faz com que a vítima caia no golpe”, ressalta.

A autoridade policial lembra que o golpe do bilhete premiado existe desde a década de 1940, mas até hoje o mesmo método de extorquir dinheiro é aplicado. “O dinheiro não cai do céu, ninguém abordaria uma pessoa na rua para oferecer dinheiro. Não existe fada madrinha, nem algo do tipo, ninguém vai fazer isso. As pessoas caem infelizmente pela ganância”, afirma o delegado.

O que fazer? - A orientação da psicóloga é sempre questionar. “Perguntar quem a pessoa é, o que ela quer, onde ela conseguiu o número do telefone. Tudo que é desconhecido tem que ser questionado, nada vem fácil”. O delegado reforça que a prevenção nunca é demais. “Se você ganhou algum prêmio, vá até a loja e se certifique. Cautela é fundamental, o dinheiro não cai do céu”, reforça.

Agências bancárias – Para executar o golpe muitas vezes a vítima precisa ir ao banco. Na agência bancária, a quantia necessária para concluir a ação do golpista é sacada. Segundo o caixa de uma agência bancária, Melton Luiz Ludwig, a vítima destes golpes apresenta um comportamento diferenciado. “Ela quer fazer a movimentação bancária rápida e não responde as perguntas feitas pelo funcionário caixa do banco. Quando percebemos que uma pessoa que não tem hábito de sacar quer tirar uma quantia alta da sua conta perguntamos qual será o destino”, explica.
Em 95% dos casos, afirma Ludwig, a pessoa não responde ou fala que está comprando algum bem material ou esse dinheiro irá para um filho. “Os caixas são orientados neste sentido, percebemos o comportamento dessas pessoas, fazemos perguntas e conseguimos decifrar para quem esse dinheiro será destinado”, explica. No caso da identificação, o gerente da agência bancária entra em contato com a família da vítima. “Aqui em nossa agência conseguimos burlar duas ações destas”, frisa. Ele acrescenta que, quando o golpista percebe que a vítima está demorando para sacar a quantia, foge do local.

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