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22/11/2007 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusada de aplicar golpe do falso seqüestro no DF é presa no RJ


A Divisão de Repressão a Seqüestro (DRS) da Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro, Elaine Barbosa de Souza, 24 anos. Ela é acusada de dar golpes de falso seqüestro em Brasília e seria o elo entre os presidiários do Estado e vítimas do DF. Somente em cinco golpes confessados por ela, além de jóias, a quadrilha extorquiu R$ 13 mil. O polícia acredita que a mulher fazia parte de um dos maiores grupos de falsos seqüestradores que atua na capital. A quadrilha ainda é suspeita na participação em mais nove golpes.

Elaine Souza contou à polícia que, antes de se mudar para o Rio de Janeiro, morava em Planaltina e trabalhava como manicure em um salão de beleza montado na própria residência. Ela revelou que, no início do ano, recebeu a ligação de uma pessoa, identificada apenas como Leonardo. Ele estaria em um presídio do Rio de Janeiro e tentou aplicar o golpe do falso seqüestro. Na conversa, Elaine teria dito: “Se deu mal. Eu sou da periferia, não caio nesse golpe. Nesse prefixo (do telefone) você não vai conseguir nada. Tem que ligar é para o pessoal do Plano Piloto”. A partir de então, os dois passaram a atuar juntos.

A Polícia Civil começou a investigar a quadrilha em abril deste ano. Segundo a delegada da DRS, Suzana Machado, a função de Elaine no esquema era de escolher as vítimas. “Ela orientava os locais e as pessoas com maior poder aquisitivo em Brasília”, revelou a delegada. Em alguns casos, a manicure fazia uma pesquisa rápida para descobrir dados pessoais das vítimas. Então, repassava à quadrilha, que atuava dentro um presídio no Rio de Janeiro. De acordo com as apurações, a mulher era também a responsável por receber o valor do falso seqüestro e depois enviar a quantia para o restante do grupo.

Procurada pela polícia, em agosto a acusada fugiu para o Rio de Janeiro. Os policiais acreditam que ela avisou o grupo que estava sendo investigada. Então, a quadrilha achou melhor que a manicure se mudasse. Mas, na capital carioca, Elaine perdeu a utilidade para os criminosos, que a abandonaram e não entraram mais em contato. Para Suzana Machado, a prisão só foi possível porque a acusada deixou pistas. “Em um dos golpes, ela foi até uma agência de um banco com a vítima para receber a quantia e o circuito interno filmou a transação”. A delegada disse ainda que, em dois casos, acusada depositou o dinheiro do falso seqüestro diretamente na própria conta. A polícia vai pedir a prisão preventiva pelo crime de extorsão, que prevê pena de até 14 anos de prisão.

Falso Seqüestro

No golpe, normalmente as ligações são feitas de presídios. Os presos ligam para as vítimas e dizem que seqüestraram um parente. Eles colocam pessoas ao fundo chorando e gritando. Com o susto, as próprias pessoas repassam detalhes pessoais aos falsos seqüestradores.

Geralmente, a quantia exigida no resgate é pequena. Assim, o tempo para que a pessoa que está sendo enganada recolha o dinheiro é mais rápida. Na maioria das vezes, as ligações são feitas aleatoriamente. Mas em alguns casos, os golpistas fazem uma pequena investigação para descobrir informações da família.

A delegada Suzana Machado chama atenção para um modo bastante utilizado pelos golpistas para conseguir informações. “Eles costumam ligar falando que o proprietário da residência ganhou uma promoção. Durante a conversa, as pessoas acabam entregando detalhes. Dias depois, os golpistas utilizam as informações para aplicar o trote”, alertou Suzana Machado.

A delegada pede à população que qualquer pessoa que seja vítima do falso seqüestro informe a DRS. “Todos os trotes têm que ser registrado. Só conseguimos prender a Elaine por meio das ocorrências”. O telefone para entrar em contato é 3344-5883.

Dicas

Para não cair no golpe, a polícia recomenda:

- Evitar atender ligações a cobrar, principalmente se for de madrugada.
- Se a pessoa tiver o aparelho que registra o número do telefone de quem está ligando, desconfiar de ligações com o prefixo do Rio de Janeiro.
- Ao receber um telefonema sobre seqüestro, tente entrar em contato com a pessoa que estaria em mãos dos seqüestradores.

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