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02/09/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Corregedoria investiga atuação de policiais em fraude com carros no RS

Policiais são suspeitos de forjar recuperação de seis automóveis roubados. Revendas e funcionários do Detran também podem estar envolvidos.

A corregedoria da Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga uma fraude que pode ter a participação de policiais. Usando documentos falsos, bandidos se faziam passar pelos donos dos carros e informavam na delegacia que haviam recuperado os veículos. Os policiais, então, faziam a liberação no sistema sem vistoriar os carros, que passavam a rodar sem qualquer restrição, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (confira no vídeo ao lado).

Segundo o corregedor que apura o esquema, há indícios de que uma quadrilha organizada esteja agindo no estado. Até agora, a fraude envolve 13 casos, mas o número pode aumentar. Nos próximos dias, o Ministério Público deve denunciar pelo menos 15 acusados que pertencem a outra quadrilha, envolvida no mesmo tipo de crime. Policiais são suspeitos de forjar a recuperação de pelo menos seis carros roubados. Revendas de automóveis e até funcionários de cartórios do Detran também podem estar envolvidos.

“A fraude consiste na retirada do sistema informatizado da condição de veículo furtado ou roubado. Isso se dá, em princípio, através de uma recuperação do registro do boletim de ocorrência de recuperação fictício, não real, desse veículo, e a posterior devolução do mesmo. A partir dessas ocorrências, que é feita em uma Delegacia de Polícia, o carro deixa de constar no sistema como furtado e roubado e pode passar a circular normalmente. Se esse carro for pego em alguma barreira, por exemplo, é lógico que ele vai passar”, explica o delegado Paulo Rogério Grillo, da corregedoria da Polícia Civil.

Com a restrição retirada do sistema, os carros não poderiam ser recuperados pela polícia, pois apareciam nos computadores como se tivessem sido localizados pelos donos. A denúncia que deu início a investigação foi feita por uma seguradora, que passou a ser a dona de um desses carros depois de ter pago a indenização.

“É um processo que tem que existir, mesmo sendo de uma forma tecnológica, através de sistemas. Alguém aperta lá no teclado, então isso não acontece por acaso. Se a restrição foi retirada, e o carro não teve a sua legalidade e a sua devolução à seguradora, que já indenizou, é obviamente que há um ato criminoso", diz o presidente do Sindicato de Seguradoras do Rio Grande do Sul, Júlio César Rosa.

Policiais de pelo menos três delegacias estão sendo investigados. Em uma delas, na Zona Norte de Porto Alegre, golpistas conseguiram retirar o registro de roubo de cinco veículos. Em outra, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, a Corregedoria reuniu indícios para afastar um policial, acusado de liberar outros cinco carros roubados.

“Dos casos que temos tratado, existe um em que há evidências importantes, evidências bem fortes em relação à participação dolosa de um policial na liberação desses casos. Por essa razão, a própria chefia de polícia imediatamente afastou esse policial”, explica Grillo.

Um homem que não quer se identificar conta que foi vítima da fraude. Ele comprou um carro que aparentemente tinha a documentação em dia e impostos pagos. Entretanto, tudo era apenas aparente.

“Três anos depois de eu fechar negócio, fui abordado por agentes da polícia na empresa em que eu trabalho, alegando que o carro era proveniente de furto. Eles tinham um mandado, e eu tive que entregar o veículo”, lembra o homem.

Antes de ser comprado pela vítima, o carro passou por quatro donos e esteve à venda até em uma concessionária. O veículo foi levado por bandidos na capital há cinco anos e registrado como furtado. Por isso, não poderia estar circulando, ser vendido, ou receber nova documentação.

"Era um veículo que estava em ocorrência de furto, e de forma alguma podia estar circulando", defende o advogado da vítima, Faviano Mortari.

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